Paulo Cappelli

A ressalva de Mendonça em decisão de Dino sobre Eduardo Bolsonaro

Ministro acompanha Flávio Dino no bloqueio de emendas, mas afirma que licença parlamentar já impedia a atuação no Orçamento

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro do STF André Mendonça
1 de 1 Ministro do STF André Mendonça - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A decisão do STF que barrou as emendas apresentadas por Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem ao Orçamento de 2026 foi acolhida pelo ministro André Mendonça, mas com uma ressalva ao fundamento adotado pelo relator, Flávio Dino.

Embora tenha concordado com o bloqueio, Mendonça registrou entendimento diferente sobre o motivo que justificaria a restrição. Para ele, a própria situação dos parlamentares, que haviam se licenciado formalmente do mandato, já seria suficiente para impedir a participação no processo orçamentário.

No voto, o ministro escreveu que “uma vez licenciados, os deputados já não poderiam participar do ciclo orçamentário, apresentando emendas impositivas para o orçamento federal de 2026”.

Com esse argumento, Mendonça indicou que a vedação não dependia exclusivamente da decisão judicial, mas decorria das regras que regem o próprio exercício do mandato. Na avaliação dele, o afastamento formal já produzia efeitos diretos.

Mesmo com a divergência na fundamentação, o ministro acompanhou o relator no resultado. “Embora por fundamentação diversa, voto pelo referendo da medida cautelar”, afirmou.

Na prática, o posicionamento manteve o bloqueio das emendas indicadas por Eduardo Bolsonaro e Ramagem, mas deixou registrado que, para Mendonça, a licença do cargo já inviabilizava a atuação deles no Orçamento.

Entenda o caso

O caso chegou ao STF após o PSol informar que Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem incluíram cerca de R$ 80 milhões em emendas individuais, apesar de estarem fora do país e afastados das atividades presenciais na Câmara.

Para o partido, a situação comprometia a representação política e enfraquecia o controle sobre o uso de recursos públicos.

Ao analisar o pedido, Flávio Dino determinou que o governo federal ficasse impedido de processar e executar novas indicações feitas pelos dois parlamentares. No voto, afirmou que o Executivo não poderia “receber, apreciar, encaminhar, liberar, executar (ou atos similares)” propostas vinculadas às emendas apresentadas por eles.

O julgamento virtual do caso foi finalizado às 23h59 de sexta-feira (6/2). Foram 11 votos favoráveis ao relatório de Dino, com apenas uma ressalva, a de Mendonça.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comPaulo Cappelli

Você quer ficar por dentro da coluna Paulo Cappelli e receber notificações em tempo real?