
Paulo CappelliColunas

Exército envia resposta a Moraes sobre armas de Mauro Cid
Documento enviado a Moraes pelo Exército informa que ex-assessor de Bolsonaro não possui registro como CAC e mantém três armas em seu nome
atualizado
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O Exército Brasileiro enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) resposta sobre as armas e os registros em nome do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro, cuja delação levou à condenação do ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Moraes determinou ao Exército a suspensão de todos os documentos de porte de arma de fogo e dos certificados de registro em nome de Cid para atividades como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).
Em resposta, a corporação informou que, em consulta ao banco de dados do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA), foi verificado que o tenente-coronel não possui certificado de CAC.
De acordo com o Exército, o SIGMA também apontou a existência de três armas de fogo em nome de Mauro Cid, registradas como acervo de cidadão. As armas estão sob tutela da corporação desde maio de 2023, quando o tenente-coronel foi preso pela Polícia Federal (PF) por falsificação do cartão de vacina de Jair Bolsonaro e de familiares.
“As referidas armas, juntamente com os respectivos Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), foram apreendidas pela Polícia Federal em 3 de maio de 2023, durante o cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão referente à Petição nº 10.405/DF, e encontram-se, atualmente, sob cautela do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília (BPEB).”
Apreensão
As armas apreendidas com Mauro Cid são uma pistola Glock, geração 5, calibre 9 mm, com três carregadores e 32 munições; uma pistola Vektor, calibre 9 mm, de fabricação sul-africana, com dois carregadores e 30 munições; e uma pistola Colt Hartford, calibre .45, com três carregadores e 18 munições.
Devido à colaboração com as investigações, Mauro Cid foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, por tentativa de golpe de Estado. Ele deverá cumprir uma série de medidas cautelares, como proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial, proibição de usar redes sociais, proibição de deixar o país e comparecimento semanal à Justiça.





