
Paulo CappelliColunas

Ex-dirigente afastada após prints contra Lula articula volta à estatal
Ex-presidente interina do Serviço Geológico do Brasil, Sabrina Góis pode voltar a ocupar Diretoria de Infraestrutura Geocientífica
atualizado
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Exonerada da presidência interina do Serviço Geológico do Brasil (SGB), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), Sabrina Góis é cotada para reassumir a Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG) do órgão, cargo que ocupava paralelamente ao comando da instituição.
A indicação para o retorno à diretoria é defendida pelo MME e deverá ser analisada pelo Conselho de Administração do SGB. Na última sexta-feira (9/1), no entanto, conselheiros pediram vistas do processo para avaliar os fundamentos da exoneração de Sabrina e as razões que embasam a eventual recondução ao cargo.
Sabrina foi exonerada da presidência interina em 12 de novembro, após a divulgação de prints de publicações em redes sociais nas quais comemorava a prisão do então ex-presidente Lula e aparecia em fotos ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ela é companheira de Carlos Henrique Sobral, secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimento no Ministério do Turismo, aliado político de Eduardo Cunha e de Geddel Vieira Lima. A eventual recondução de Sabrina à diretoria depende da deliberação do colegiado do SGB.
Procurada pela coluna, Sabrina informou por meio de interlocutor que não falaria à reportagem.
Atualmente, o SGB é comandado por Vilmar Simões, aliado político de Inácio Cavalcanti Melo, ex-marido da senadora Eliziane Gama (PSD) e ex-presidente do SGB, que pediu demissão após denúncias da coluna de uso de recursos públicos do órgão para custear despesas pessoais de seus filhos, como hotéis e refeições.