
Paulo CappelliColunas

Economista que negou vínculo de Lula com ditaduras assume cargo
Autor de artigo no Poder360 contra críticas a Lula foi nomeado para cargo na Secretaria-Geral da Presidência, comandada por Guilherme Boulos
atualizado
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O economista Marcelo Trindade Miterhof, que publicou artigo em defesa do presidente Lula diante de críticas sobre suposto apoio a regimes autoritários, foi nomeado para o cargo de gerente de projeto no gabinete da Secretaria-Executiva da Secretaria-Geral da Presidência da República, pasta comandada por Guilherme Boulos (PSol).
Miterhof é autor do artigo “A pegadinha de Cuba, Venezuela e… Nicarágua!”, publicado no Poder360, no qual rebateu acusações de que Lula e o PT apoiariam ditaduras na América Latina. No texto, afirmou que “narrativas de que Lula e PT apoiam ditaduras não se sustentam” e classificou como “pegadinha” a associação entre declarações do petista e apoio a governos como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua.
No artigo, o economista escreveu que “a acusação de apoiar ditaduras é recorrente, mas não é verdadeira” e que Lula e o partido “condenam intervenções externas e embargos, entre outras coisas, contra distintos países, nem sempre próximos ideologicamente, mas não apoiam ditaduras”.
Ao analisar declarações do presidente e seu histórico na política externa, Miterhof também defendeu o pragmatismo nas relações internacionais. Segundo ele, “é preciso ter aliados no mundo” e, ao mencionar a prisão de Lula em 2018, afirmou que “ter essa possibilidade segue sendo relevante”, em referência à importância de manter relações com diferentes países.
Lula fez declarações a jornal espanhol
O artigo foi publicado após Lula ser alvo de críticas por declarações dadas em entrevista ao jornal espanhol El País. Na ocasião, o então ex-presidente comparou o tempo de governo de Daniel Ortega ao de líderes eleitos em democracias consolidadas, como Angela Merkel e Felipe González.
Ao tratar da duração dos mandatos, Lula questionou por que Merkel, que governou a Alemanha por 16 anos, e González, que esteve à frente do governo espanhol por 14 anos, permaneceram longos períodos no poder sem sofrer o mesmo tipo de contestação direcionada a Ortega.





