Paulo Cappelli

Delegado ferido por Roberto Jefferson assume chefia na PF

Atingido por ex-deputado em operação da Polícia Federal, delegado assume chefia do Serviço de Repressão à Criminalidade Violenta no Rio

atualizado

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Roberto Jefferson com um fuzil
1 de 1 Roberto Jefferson com um fuzil - Foto: Reprodução

O delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo André Cortes Villela, ferido durante operação contra Roberto Jefferson em 2022,  que reagiu com disparos de fuzil e lançamento de granadas contra os agentes, foi designado para assumir a chefia do Serviço de Repressão à Criminalidade Violenta da PF no Rio de Janeiro.

Villela foi atingido durante o cumprimento de mandado de prisão contra o ex-deputado, em outubro daquele ano. Na ocasião, Jefferson reagiu à abordagem com disparos de fuzil e lançamento de granadas contra os agentes.

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Fotos mostram carro da Polícia Federal perfurado
Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura
Na lateral, há pelo menos 10 marcas de tiro
Viatura com Roberto Jefferson deixa a casa do ex-deputado
Roberto Jefferson está preso desde outubro do ano passado
Roberto Jefferson negocia com policial federal sua entrega
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Roberto Jefferson negocia com policial federal sua entrega

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Fotos mostram carro da Polícia Federal perfurado
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Fotos mostram carro da Polícia Federal perfurado

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Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura
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Cartucho ficou preso no para-brisa da viatura

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Na lateral, há pelo menos 10 marcas de tiro
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Na lateral, há pelo menos 10 marcas de tiro

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Viatura com Roberto Jefferson deixa a casa do ex-deputado
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Viatura com Roberto Jefferson deixa a casa do ex-deputado

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Roberto Jefferson está preso desde outubro do ano passado
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Roberto Jefferson está preso desde outubro do ano passado

Fábio Vieira/Metrópoles

Após o episódio, Villela relatou ter sido atingido na cabeça, com intenso sangramento e comprometimento momentâneo da visão. Mesmo ferido, conseguiu deixar a área do confronto e se reunir com outros integrantes da equipe. Outros dois agentes também ficaram feridos na operação.

Em depoimento, Jefferson afirmou ter efetuado cerca de 50 disparos de fuzil e lançado três granadas contra os policiais. Disse ainda que os agentes teriam atirado antes e declarou que “não atirou em nenhum policial federal para machucar” e que “se quisesse matava os policiais porque estava em uma posição superior e com fuzil com mira”.

Após o caso, Villela declarou que, em sua avaliação, o ex-deputado “aguardava a Polícia Federal e agiu de forma premeditada e com intenção de matar”. Jefferson se entregou cerca de oito horas após a chegada dos agentes, depois de negociação, e foi levado para a superintendência da corporação.

A nova função envolve a coordenação de investigações sobre crimes violentos, como homicídios e atuação de organizações criminosas, e integra a linha de comando da área de polícia judiciária no estado. Antes da nomeação, Villela atuava como assessor técnico na mesma delegacia.

Depois da operação, Roberto Jefferson foi responsabilizado pelo conserto de uma viatura da PF atingida durante o confronto. O valor dos reparos foi de R$ 39.581,32, conforme sindicância interna. Laudo pericial apontou 42 disparos no veículo: 25 no teto, 14 no para-brisa, dois na lateral e um no capô.

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