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Paulo Cappelli

Damares ironiza não evangélicos que foram votar na Frente Evangélica

Parlamentares do PT participaram da eleição da bancada evangélica e foram alvo de questionamento de bolsonaristas, como Damares Alves

26/02/2025 10:00, atualizado 26/02/2025 14:34
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Damares ironiza não evangélicos que foram votar na Frente Evangélica
Damares ironiza não evangélicos que foram votar na Frente Evangélica

Parlamentares petistas que não são evangélicos fizeram um périplo às urnas nesta terça-feira (25/2) para escolher o próximo presidente da bancada evangélica do Congresso, grupo que costumeiramente promove atritos com o presidente Lula no Legislativo. Com direito à votação em papel e longa espera pelo resultado, as forças de esquerda tentaram, em vão, eleger o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), que acabou derrotado por Gilberto Nascimento (PSD-SP) para a liderança da frente. A tentativa não passou despercebida por bolsonaristas, que ironizaram o movimento dos adversários.

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) alardeou a presença do deputado Vicentinho (PT-SP) na sala da Câmara em que ocorreu a votação. “Olha quem está votando na eleição da Frente Parlamentar Evangélica. Vicentinho! Paz do Senhor, irmão! Eu não acredito. Vou perguntar para ele o que está escrito no Salmo 23. (…) Apareceu gente aqui para votar que não sabe nem onde Jesus nasceu.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) foi outra representante do partido do presidente Lula a comparecer à votação da bancada evangélica. A parlamentar é católica, mas também faz parte da frente parlamentar. Durante sua campanha à Prefeitura de Porto Alegre neste ano, a congressista se aproximou de lideranças evangélicas.

A eleição na bancada evangélica

A votação começou às 16h30 e seguiu até as 20h. O resultado só saiu às 21h, após brincadeiras de deputados nos bastidores sobre a demora para a contagem dos votos secretos. Gilberto Nascimento foi eleito o novo presidente com 117 votos, ante 61 de Otoni de Paula.

Nascimento foi o candidato favorito da ala da bancada evangélica que quer distância do governo Lula. Ele foi apoiado pelo pastor Silas Malafaia e por líderes próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Já Otoni representou a ala mais disposta ao diálogo com o Planalto, desejando mais participação na entrega de políticas públicas.