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Paulo Cappelli

Contrato de R$ 1,2 bilhão do governo Raquel Lyra vai parar no STF

Roberto Barroso manteve decisão que cassou efeitos de suspensão do contrato, determinada pelo Tribunal de Contas de Pernambuco

Paulo Cappelli, Petrônio Viana28/08/2025 11:00, atualizado 27/08/2025 21:54
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Marina Torres/DP
Contrato do governo Raquel Lyra foi parar no STF

Um contrato de R$ 1,2 bilhão do Governo de Pernambuco com quatro agências de publicidade foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Luís Roberto Barroso negou um recurso apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e manteve o contrato celebrado pela gestão de Raquel Lyra.

A suspensão havia sido determinada pelo TCE-PE, mas foi derrubada Tribunal de Justiça, que atendeu a pedido formulado por uma das agências e cassou os efeitos da ordem da Corte de Contas.

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Raquel Lyra, governadora de Pernambuco
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Reprodução

No STF, Barroso justificou não identificar, na manutenção do contrato, “risco de grave lesão à ordem pública” que justificasse uma nova suspensão. “O Tribunal de Contas estadual é competente para assinar prazo para que a autoridade administrativa promova os atos necessários ao exato cumprimento da lei e, em caso de desatendimento, representar ao Poder Legislativo para que promova a anulação do contrato. No presente caso, há controvérsia quanto à aplicação dessas regras”, argumentou o ministro.

“Não se vislumbra, na hipótese, grave lesão à economia pública que exija provimento de urgência nesta via excepcional. Valho-me das seguintes premissas, adotadas pela decisão impugnada, que permanecem hígidas: (i) ‘não há evidência [concreta] de dolo, fraude, direcionamento ou prejuízo ao erário, apenas divergência interpretativa quanto à forma de apresentação das justificativas técnicas’; e (ii) ‘trata-se de um contrato cuja execução ocorre por demanda, não havendo obrigação de desembolso fixo ou antecipado […], servindo o valor global do contrato apenas como um limite máximo para sua execução’”, afirmou Barroso.

O contrato prevê uma despesa de R$ 120 milhões por ano com quatro agências de publicidade, totalizando o valor global de R$ 1,2 bilhão em dez anos de vigência.

CPI na Assembleia Legislativa

O contrato bilionário foi parar na mira da Assembleia Legislativa de Pernambuco, que abriu CPI para investigar o certame.

Na denúncia usada para protocolar a CPI, deputados argumentaram que uma das empresas contratadas, a E3 Comunicação, alugou uma sala em endereço de Waldemiro Ferreira Teixeira, primo da governadora Raquel Lyra.

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