Paulo Cappelli

Conselheiro de Trump reage a decisão do STF contra Eduardo Bolsonaro

Jason Miller, conselheiro de Donald Trump, acusa Moraes de “destruir a democracia brasileira” e manda recado a aliados de Bolsonaro

atualizado

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Reprodução / Redes sociais
Jason Miller e Eduardo Bolsonaro
1 de 1 Jason Miller e Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução / Redes sociais

Apontado como um dos principais conselheiros políticos de Donald Trump, Jason Miller reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação. O empresário usou suas redes sociais para acusar o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito contra o deputado, de ter “destruído a democracia brasileira”.

Miller também mandou um recado para os apoiadores de Jair Bolsonaro que não têm se manifestado contra as decisões do ministro. “Moraes destruiu a democracia no Brasil. Para aqueles que são tímidos demais para se oporem a Moraes, fiquem avisados: é só uma questão de tempo até que ele venha atrás de vocês também”, afirmou o conselheiro do presidente dos Estados Unidos.

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Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado
Eduardo Bolsonaro respondeu à publicação de Jason Miller sobre Moraes
Ministro Alexandre de Moraes foi citado em publicação do jornal Th Economist nos EUA
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Ministro Alexandre de Moraes foi citado em publicação do jornal Th Economist nos EUA

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado
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Bolsonaro foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Eduardo Bolsonaro respondeu à publicação de Jason Miller sobre Moraes
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Eduardo Bolsonaro respondeu à publicação de Jason Miller sobre Moraes

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“Caça às bruxas”

Em sua publicação, o empresário usou uma postagem de Eduardo Bolsonaro sobre a decisão do STF. À coluna, o parlamentar, que mora nos EUA desde fevereiro, disse ser vítima de uma “caça às bruxas” comandada por Moraes, visando as eleições de 2026.

“É a continuação da caça às bruxas, pois é totalmente inconstitucional, uma vez que Moraes se diz vítima de coação e, mesmo assim, ele me julga. Bem como aquele que me acusa, pois [o procurador-geral da República] Paulo Gonet foi sancionado com a perda de visto americano e, num jogo de cartas marcadas, age em conluio com o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes”, disse Eduardo Bolsonaro.

“Moraes quer me tirar da eleição de 2026, no tapetão, e isso ocorrerá com qualquer candidato favorito ao Senado que ele enxergue como opositor, pois são os senadores que votam o impeachment de ministros do STF. Ressalto que lhe dou esta declaração com base no que tem sido publicado pela imprensa, uma vez que não fui notificado de qualquer ato desse processo”, afirmou o deputado.

Eduardo Bolsonaro teve a denúncia da PGR por crime de coação no curso do processo acolhida por unanimidade pela Primeira Turma do STF. Ele é acusado de tentar influenciar o andamento do processo por golpe de Estado, pelo qual Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão, a partir da negociação de sanções a autoridades brasileiras impostas pelo governo dos EUA.

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