
Paulo CappelliColunas

Carlos avalia áudios vazados de Bolsonaro, Malafaia e Eduardo
Para Carlos Bolsonaro, ex-presidente aparece debilitado nos áudios e Malafaia se comporta como “tiozão de família”
atualizado
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Vereador pelo PL do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro avaliou o vazamento das conversas entre Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia, obtidas pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre a tentativa de interferência do grupo no inquérito sobre o planejamento de um golpe de Estado em 2022.
Filho do ex-presidente e responsável pelas redes sociais de Bolsonaro, Carlos minimizou o impacto da divulgação dos áudios. Para o vereador, as conversas não mostram indícios de crime, mas revelam um Jair Bolsonaro debilitado. O ex-presidente, Eduardo e Malafaia foram indiciados pela PF pelo crime de coação no curso da Ação Penal n° 2668, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Ouvi com atenção os áudios de conversas pessoais divulgadas dos chamados ‘criminosos’ investigados. Um homem emocionado, preso, censurado e impossibilitado de se defender, soluçando por causa das sequelas de uma tentativa de assassinato cometida por um antigo militante da esquerda”, disse, em publicação no X, antigo Twitter.
“Tiozão”
Sobre Malafaia, Carlos Bolsonaro afirmou que o pastor se comportava como um “tiozão de família” aconselhando Bolsonaro. “Um pastor comentando sobre Eduardo, ora criticando, ora elogiando, como qualquer tiozão de família faria”, escreveu.
Segundo o vereador, o restante dos diálogos mostra “conversas a respeito de anistia, para libertar inocentes presos de forma injusta”.
“Agora, a pergunta que não quer calar: onde estão os tais diálogos explosivos? Alguém falou em golpe? Em diálogos cabeludos com o tráfico? Em desvio de INSS? Em punhal verde e amarelo? Em desvio de dinheiro? Não. O que existe é mais um vazamento ilegal da PF, criado apenas para manipular narrativas e tentar, mais um dia, destruir reputações”, criticou Carlos Bolsonaro.





