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Paulo Cappelli

Caiado: impeachment de Moraes e ministros do STF não deve ser pauta

Um dos nomes da direita para a Presidência em 2026, Caiado sustenta que a discussão sobre impeachment de ministros do STF deve ser superada

Paulo Cappelli, Petrônio Viana27/03/2025 02:00, atualizado 27/03/2025 08:44
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Imagem colorida de Ronaldo Caiado

Um dos nomes da direita para a disputa à Presidência, Ronaldo Caiado (União Brasil) sustentou que o impeachment de ministros do STF, defendido por setores do campo conservador, não atende aos interesses da população e deve ser um debate superado. Em entrevista à coluna, ele disse que não atuará pelo afastamento de Alexandre de Moraes caso assuma o comando do país. Dessa forma, o governador de Goiás diverge da família Bolsonaro, que intensificou as ações contra o Supremo com a ida de Eduardo para os Estados Unidos. Disse Caiado:

“Se nós continuarmos alimentando isso no Brasil, a quem interessa? A mídia não fala em outra coisa. Faz dois anos e quatro meses que o atual governo não governa, não trabalha. Só fala de 8 de Janeiro, e agora [a oposição] só fala em caçar ministro. A que ponto nós estamos chegando? Você acha que isso é governar o país? Você acha que isso é meta de campanha?”, criticou Caiado.

A declaração reforça que Caiado e Bolsonaro deverão caminhar separadamente no primeiro turno da eleição. Isso porque o ex-presidente só concederá seu apoio eleitoral no ano que vem a um candidato que defenda o impeachment de ministros do STF.

Ronaldo Caiado também condenou a persistência de agendas oriundas da polarização entre Lula e Jair Bolsonaro. “Não é questão de prejudicar o país, isso é uma questão de matérias que não devem estar na nossa pauta em relação às ações de governo”, avaliou. Para o governador, questões como o 8 de Janeiro são turbinadas por Lula para esconder maus resultados do governo.

“O que esse governo fez em dois anos e três meses que não fosse polarizar esse assunto? Ou seja, o Brasil não aguenta mais isso de ser caudatário de todos os países do Brics, um país que deixa a desejar. Então, o que se tem é essa pauta no Brasil e não se fala de outra coisa. Quer dizer, é importante, é relevante o julgamento de um ex-presidente? Sim. Agora, o 8 de Janeiro de 2023 está até hoje na pauta”, apontou Caiado, que é favorável à anistia.

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Reprodução

“Endireitar o Brasil”

Na entrevista, o governador de Goiás disse ainda divergir de Jair Bolsonaro sobre a existência de uma “ditadura do STF” no Brasil.

“Tentar rotular um poder, de maneira alguma, como democrata que sou, rotularei. Existe um descontentamento, por parte do ex-presidente [Bolsonaro], em relação à maneira como está sendo conduzido o processo. Mas, até aí, ser dito ‘ditadura’, não acredito que seja uma ditadura. Acho que deverá ser dada a oportunidade de fazer uma ampla defesa”, afirmou.

Caiado anunciou o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência no dia 4 de abril, em Salvador. O slogan será: “Coragem para endireitar o Brasil”.

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