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Paulo Cappelli

A bronca do PT com o comandante da Marinha e com o Exército

Deputados do PT estão irritados com uma iniciativa do comandante da Marinha, Marcos Olsen, e com uma compra bilionária feita pelo Exército

06/05/2024 02:00
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Futuro Comandante da Marinha Almirante Marcos Olsen

Por diferentes motivos, deputados do PT estão na bronca com o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e também com uma medida adotada pelo Exército Brasileiro.

No caso do almirante Olsen, a irritação é porque o militar tem atuado para evitar que João Cândido, líder da Revolta da Chibata, em 1910, entre no livro de “Heróis e Heroínas da Pátria”. Já a irritação com o Exército ocorre por conta de uma contrato bilionário que beneficiará uma empresa de Israel, como revelou a coluna em 24 de abril.

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Vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá afirma que o Brasil não deveria importar material bélico de empresas de Israel, uma vez que Lula e o premier Benjamin Netanyahu já trocaram farpas sobre a guerra envolvendo a Palestina na Faixa de Gaza.

O petista é apoiado por parlamentares do PSol, PDT e PCdoB, que defendem o fim dos contratos com companhias israelenses e a escolha de empresas sediadas em países aliados como França, Itália, China e Estados Unidos. Ministro da Defesa, José Múcio tem defendido a manutenção dos contratos, que seguiram as normas previstas de concorrência pública.

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O deputado federal Washington Quaquá
Base de Lula cobra fim de contratos bilionários com Israel
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Exército Brasileiro
O deputado federal Washington Quaquá
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O deputado federal Washington Quaquá

Billy Boss/Câmara dos Deputados

A bronca com o almirante

Já o comandante da Marinha, Marcos Olsen, enviou uma carta à Câmara argumentando que homenagear João Cândido seria passar o recibo de que foi correto pegar em armas para pôr fim à prática de açoitamento que vitimava marinheiros que desagradassem a superiores hierárquicos.

O movimento de Olsen foi criticado abertamente pelo deputado Lindbergh Farias e, nos bastidores, pelo ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Para eles, o levante armado foi mais que necessária para cessar a prática de tortura. Procurado pela coluna, Silvio Almeida preferiu não se pronunciar publicamente.

Segundo o jornalista Bernardo Mello Franco, do Globo, o almirante deu um tiro n’água com a carta, uma vez que a proposta da homenagem deverá ser aprovada sem dificuldades no Congresso Nacional.