Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS.
Operação usa equipamento capaz de identificar sinais e dados de celulares dentro das unidades prisionais

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Polícia Penal Federal (PPF) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), deflagrou a Operação Modo Avião em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul (MS). Somente em setembro, foram realizadas sete fases da operação no estado.
A ação, que ocorre em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen/MS), utiliza equipamentos de revista eletrônica para identificar sinais de radiocomunicação e localizar dispositivos eletrônicos usados de forma ilícita dentro dos presídios.
O equipamento empregado nas varreduras permite detectar sinais de comunicação e identificar dados técnicos dos aparelhos, como o IMSI, código numérico armazenado no chip telefônico, e o IMEI, código usado para identificar o aparelho celular.
As informações obtidas nas ações são utilizadas para elaborar diagnósticos técnicos das unidades prisionais e orientar medidas de segurança, com o objetivo de interromper comunicações consideradas ilícitas no ambiente carcerário.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroApós a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras.
Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia e inteligência permite identificar vulnerabilidades e direcionar as equipes responsáveis pelas revistas e demais procedimentos de controle nas unidades.
“A Operação Modo Avião é mais uma ferramenta que temos para ampliar nossa capacidade de identificar vulnerabilidades e agir de forma preventiva. O trabalho de inteligência permite direcionar as equipes e fortalecer as revistas e demais procedimentos de controle dentro das unidades”, pontuou.
Operação nacional
As ações fazem parte de uma estratégia nacional voltada ao reforço da segurança de 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. Desde maio de 2026, quando a iniciativa começou, foram realizadas 156 operações em 13 unidades da Federação.
A ampliação das ações ocorre com a disponibilização de equipamentos especializados para identificar e localizar dispositivos eletrônicos utilizados em comunicações ilícitas dentro dos estabelecimentos prisionais.
A escolha das unidades é feita com base em critérios técnicos, como grau de vulnerabilidade e relevância estratégica dos custodiados.
Segundo o diretor de Inteligência Penal da Senappen, Glautter Morais, a intenção é ampliar as operações para todo o país. “O nosso objetivo é levar as operações para todo o país, fortalecendo a presença do Estado e interrompendo, de forma definitiva, a cadeia criminosa que tenta atuar a partir do ambiente prisional”, destacou.
Operações complementares
As operações Modo Avião e Mute atuam de forma complementar. Enquanto a primeira é voltada à detecção e neutralização de sinais de radiocomunicação, a segunda realiza revistas e ações de inteligência para localizar e apreender celulares e outros materiais ilícitos.
A estratégia busca interromper comunicações consideradas criminosas a partir das unidades prisionais e reforçar o controle do sistema penitenciário.
Unidades estratégicas
Das 138 unidades prisionais consideradas estratégicas em todo o país, 45 estão na Região Nordeste. O Sudeste concentra 38, seguido pelo Norte, com 23; Sul, com 17; e Centro-Oeste, com 15.
Segundo a Senappen, os estabelecimentos foram selecionados a partir de análises técnicas e critérios de inteligência penal, levando em consideração a relevância das unidades para o reforço da segurança penitenciária e o enfrentamento ao crime organizado.
As unidades prisionais de Mato Grosso do Sul que receberam as operações integram o programa Brasil Contra o Crime Organizado, no âmbito do Padrão Segurança Máxima coordenado pela Senappen.









