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Mirelle Pinheiro

Unha e Carne: Justiça mantém prisão de Canella e outros cinco investigados

Oitava fase da Operação Unha e Carne prendeu o deputado eleito, o ex-chefe da PCERJ e outros quatro inspetores

16/10/2026 17:53
Reprodução
PF faz buscas contra Márcio Canella e Marcus Amim no Rio de Janeiro

A Justiça Federal manteve, nesta sexta-feira (16/10), as prisões de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), e do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). A decisão foi tomada após audiência de custódia.

Os dois foram presos nessa quinta-feira (15/10), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que investiga uma rede de proteção policial, blindagem institucional e vazamento de dados para favorecer um grupo que utiliza postos de combustíveis para lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

Também foram detidos os inspetores Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Todos eles tiveram a prisão mantida pela Justiça.

Operação

A operação começou em dezembro de 2025 para investigar um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais para o Comando Vermelho (CV) que teriam movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Com o avanço das apurações, a PF passou a investigar uma possível rede de proteção ao crime organizado, que incluiria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros.

Na oitava fase da Operação Unha e Carne, realizada nessa quinta-feira, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em sete municípios do Rio de Janeiro.

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A ação também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede investigada por lavagem de dinheiro. Segundo a PF, 96 delas são postos de combustíveis usados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.

As prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Canella já havia sido preso em julho deste ano, durante a sexta fase da operação, quando investigadores encontraram um fuzil irregular em sua posse. O político foi o segundo deputado estadual mais votado no Rio de Janeiro, com 197.178 votos.

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