Veja quem são os alvos da operação que prendeu Márcio Canella e delegado
PF deflagrou a 8ª fase da Operação Unha e Carne nesta quinta (15/10). Entre os presos estão Canella e o delegado Marcus Amim

A coluna apurou que, além de Márcio Canella (União), eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro (RJ) nas eleições de 2026, e do delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do Rio, outros investigados foram alvo da 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (15/10).
Os outros presos são os inspetores da Polícia Civil Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. O último, Glaucio Paz da Silva, foi alvo apenas de mandado de busca e apreensão.
As prisões foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
De acordo com a PF, o esquema investigado movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA PF informou que a ação policial desta quinta (15) faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela corporação para desarticular organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro. A operação segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635, tema de uma reunião realizada em 6 de outubro entre a direção-geral da PF e o ministro Alexandre de Moraes.
A operação
Batizada de Unha e Carne, a operação foi iniciada em dezembro de 2025 para investigar um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho (CV).
Com o avanço das apurações, a Polícia Federal ampliou o foco da investigação e passou a apurar uma rede de proteção ao crime organizado, que incluiria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros.


