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Mirelle Pinheiro

TH Joias e delegado da PF viram réus por ligação com o CV

A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Seção do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2)

11/09/2026 08:37, atualizado 11/09/2026 08:49
Material cedido ao Metrópoles
Homem deitado na cama com R$ 5 milhões

O ex-deputado estadual TH Joias virou réu por suspeita de participar de um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV) que envolvia corrupção, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. A Justiça Federal aceitou, nessa quinta-feira (10/9), a denúncia contra o ex-parlamentar e outros acusados investigados na Operação Zargun.

A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Seção do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Entre os réus também estão o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena.

Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, também tiveram a denúncia aceita pela Justiça.

O Ministério Público Federal (MPF) sustenta que havia um grupo ligado ao Comando Vermelho com atuação dentro de órgãos públicos do Rio. Segundo a acusação, integrantes teriam conseguido espaço na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e em secretarias estaduais.

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Essa influência, ainda de acordo com o MPF, teria sido usada em um esquema que envolvia armas trazidas do Paraguai para abastecer comunidades do Rio de Janeiro. A investigação também apura crimes de corrupção e tráfico de drogas.

Outro processo contra TH Joias

A decisão do TRF-2 abre uma nova frente criminal contra TH Joias relacionada à Operação Zargun. O ex-deputado já havia se tornado réu em outro processo decorrente das investigações, desta vez no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em agosto, a Primeira Turma do STF recebeu uma denúncia contra TH, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, Jéssica de Oliveira Santos, mulher do ex-parlamentar, e Thárcio Nascimento Salgado.

Nesse caso, a acusação é de obstrução de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que informações sigilosas sobre a Operação Zargun foram repassadas antes da ação policial.

Com o aviso antecipado, segundo a acusação, TH Joias teria conseguido retirar objetos de casa antes da chegada dos agentes.