Operador financeiro de TH Joias é preso por ligação com o CV no Rio.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (22/7), Leandro Ferreira Marçal (foto em destaque), condenado por integrar uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV) e apontado pelas investigações como operador financeiro do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça pelo crime de organização criminosa.
Segundo as investigações, Leandro integrava o núcleo logístico e financeiro do grupo criminoso que atuava na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e mantinha conexões diretas com a cúpula do Comando Vermelho.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado ocupava um cargo comissionado no gabinete de TH Joias e utilizava a função para recolher, transportar e movimentar grandes quantias de dinheiro em espécie provenientes de atividades ilícitas.
As apurações apontam ainda que Leandro mantinha contato frequente com lideranças do tráfico de drogas no Complexo do Alemão. Entre elas está Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, de quem teria recebido, em diferentes ocasiões, R$ 100 mil destinados a TH Jóias e outros R$ 90 mil para interlocutores da organização criminosa.
Para os investigadores, a nomeação no gabinete parlamentar funcionava como uma fachada para facilitar a circulação de recursos ilícitos e dar suporte logístico ao esquema criminoso.
Leandro Ferreira Marçal foi condenado, em primeira instância, a 6 anos e 6 meses de prisão pelo crime de organização criminosa, com aumento de pena. A sentença também determinou a perda da função pública e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Após a prisão, ele será encaminhado à Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), onde permanecerá à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar e responsabilizar outros integrantes de facções criminosas que atuam no estado do Rio de Janeiro.
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