Mirelle Pinheiro

Tentativa de latrocínio expõe série de golpes da “Mulher-Gato”

Suspeita tentou matar motorista de aplicativo durante corrida no Rio e também é acusada de aplicar fraudes usando tragédias e falsas ofertas

atualizado

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1 de 1 mulher gato - Foto: Material cedido

Presa nesta quarta-feira (25/3) por tentativa de latrocínio, a mulher conhecida como “mulher-gato”, identificada como Jéssica Silva Dias Batalha, já possui um longo histórico de crimes e golpes. Moradores da região onde ela vivia no Rio de Janeiro, afirmam que a suspeita era conhecida por aplicar fraudes na internet e por se envolver em diversos episódios criminosos nos últimos anos.

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Um dos casos mais graves ocorreu em outubro de 2023, quando Jéssica e o companheiro, identificado como Davi, tentaram roubar um motorista de aplicativo durante uma corrida no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o homem teria criado uma conta falsa no aplicativo de transporte para solicitar a corrida.

O casal embarcou no veículo em Jacarepaguá com destino ao Shopping Via Brasil, em Irajá. Durante o trajeto, já na altura do bairro de Coelho Neto, na Avenida Brasil, trecho que costuma ficar mais deserto durante a noite, o companheiro da suspeita passou um fio de corda pelo pescoço do motorista e junto com Jéssica, passou a exigir dinheiro e pertences do motorista.

No entanto, a vítima era professor de artes marciais e conseguiu reagir. Mesmo com a corda no pescoço, ele conseguiu se soltar com uma das mãos enquanto continuava dirigindo. Ao avistar uma viatura policial à frente, o motorista jogou o carro em direção à patrulha, que estava parada na calçada, e pediu ajuda aos policiais.

O casal acabou preso em flagrante. Permaneceram em prisão preventiva até abril de 2024. Depois, em 2025 a Justiça condenou Jéssica por tentativa de latrocínio. Em março deste ano, a Justiça determinou a prisão da suspeita.

Além do episódio violento, a mulher também é apontada por moradores como autora de diversos golpes. Em um dos casos, ela teria se aproveitado de tragédias climáticas para enganar pessoas na internet.

Durante enchentes que atingiram Sepetiba (RJ) em 2020, Jéssica teria criado campanhas falsas de arrecadação nas redes sociais, alegando que precisava de ajuda após perder bens na tragédia. Para convencer as vítimas, utilizava fotos dos próprios filhos e imagens da enchente retiradas da internet.

A situação acabou gerando revolta entre moradores de Sepetiba que alertaram e denunciaram o caso em grupos do Facebook. Segundo relatos, os objetos recebidos como doação foram depois encontrados a venda na internet.

Mesmo após ser condenada, Jéssica teria continuado aplicando golpes. Em 2025, ela passou a oferecer falsos empréstimos para beneficiários do programa Bolsa Família. De acordo com relatos, a suspeita anunciava o suposto serviço em redes sociais e aplicativos de mensagens, mesmo estando foragida da Justiça.

Pessoas próximas afirmam que Jéssica também costumava trocar de número de telefone com frequência, o que dificultava a identificação e ajudava a manter os golpes ativos por mais tempo.

Com a nova prisão, a Justiça determinou o cumprimento da pena de 12 anos de reclusão, conforme decisão da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que expediu mandado de prisão.

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