STJ apontou risco de novos crimes ao negar soltura imediata de Deolane
O novo pedido liminar apresentado pela defesa da influenciadora foi rejeitado pelo STJ nessa quarta-feira (1°/7)

Ao negar o pedido de liminar para soltura imediata da influenciadora e advogada Deolane Bezerra (foto em destaque), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) citou “risco de reiteração delitiva.”
A negativa foi publicada com exclusividade pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, nessa quarta-feira (1°/7).
A decisão aponta, em síntese, que, mesmo que Deolane tenha bons antecedentes, residência fixa, não tenha demonstrado intenção de fugir e tenha retornado voluntariamente ao Brasil, esses fatores não superam os indícios de que ela integraria uma organização criminosa e poderia voltar a cometer crimes.
O fato de Deolane ser mãe de uma criança também foi argumentado pela defesa, mas acabou rebatido pelo Ministro Ribeiro Dantas.
“No que tange às alegações relacionadas ao fato da paciente ser mãe de uma menina de 10 anos de idade, é importante consignar que a maternidade de menor de 12 anos não assegura, irrestritamente, o direito à prisão domiciliar, havendo casos excepcionais nos quais, mesmo em delitos sem violência ou grave ameaça, impõe-se a não concessão da referida benesse.”
A prisão
Deolane foi presa em 21 de maio deste ano, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil de São Paulo.
Os investigadores constataram um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa.
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material, segundo os investigadores, revelou ordens internas da facção, movimentações financeiras e conexões entre integrantes do alto escalão do PCC.




