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Mirelle Pinheiro

Soldado de MT diz que foi enforcado e atingido por pedra na Ucrânia. Veja vídeo

Arisson Benevides, o “Periquito”, segue hospitalizado na Ucrânia e afirma que desentendimento ocorreu após ele questionar excesso de punição

22/06/2026 12:30, atualizado 22/06/2026 12:36
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Reprodução/Redes Sociais
Soldado de MT diz que foi enforcado e atingido por pedra na Ucrânia

O brasileiro Arisson Benevides White, conhecido como “Periquito”, se manifestou pela primeira vez nesse domingo (21/6) após a agressão sofrida durante um treinamento militar na Ucrânia. Em um vídeo publicado no perfil Ghost Intelligence, ele relatou que, ao chegar ao local, se deparou com “coisas que não são cabíveis no meio militar” e excesso de regras excessivas.

“Olá, pessoal. Aqui é o Periquito. Graças a Deus eu tô vivo. Eu fui enviado juntamente com um veterano de guerra também, Sacha, para fazermos uma reciclagem de três a quatro dias aqui na Central City. Chegando lá, eu me deparei com essa Yasmin e esse Alin fazendo os soldados novos pagarem punições de ficarem várias horas no sol, terem que correr excessivamente, somente para inflar o ego dela e do namorado dela”, disse.

Ele conta que, na verdade, a mulher não tem nenhum tipo de experiência militar na Ucrânia.

Além disso, afirma que questionou práticas de disciplina durante o treinamento e que isso teria gerado um desentendimento.

“Eu e meu amigo Sasha, a gente tem um atestado dado pelo próprio comitê do VLK médico, que proibia a gente de fazer exercícios físicos, porque a gente tem sequelas da guerra. E eu falei para ela, ela começou a zombar de mim, falou que eu era um recruta igual a todo mundo e se eu não fosse ela ia me punir. Ela veio para cima de mim, tentou me agredir, me enforcar”, relatou.

O combatente também afirma que foi atacado após a discussão.

“Nisso o namorado dela, Alin, aproveitou para me apunhar pelas costas com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca, e eu vi que ia desfalecer. Fiquei desacordado”, disse.

O brasileiro diz que sofreu dificuldades de memória após o impacto e que recebeu apoio de colegas para ser levado ao hospital.

Relembre

A manifestação ocorre após a repercussão do caso, divulgado nesse sábado (20/6) pela coluna, em que o combatente natural de Cáceres (MT) foi atingido na cabeça com uma pedra durante uma confusão em um centro de instrução. Segundo informações divulgadas por colegas e por seu batalhão, ele segue hospitalizado e em observação médica.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, os colegas de Arisson, detalharam o que teria ocorrido.

Conforme o relato, uma nova lei do país exige que os soldados façam um curso com duração de quatro dias. Teria sido durante a formação que um desentendimento, que, segundo eles, teve uma brasileira como pivô, culminou no embate.

“Ela tava ‘peruando’ os caras, querendo achar que mandava mais, sendo que, pô, os caras quatro anos em combate, medalha, ‘pá’. Mandou os caras pagar flexões e os caras não ‘quis’[sic]. Ela empurrou o Periquito, xingou ele e veio o marido dela, por trás, com uma pedra bateu na nuca do moleque. Ele tá no hospital não sabe nem o nome dele, tá com uma bolha de sangue na cabeça”, contaram.

No vídeo, um dos brasileiros ainda ameaçou o responsável pela pedrada.

“Covarde, você fez pelas costas deles. Você é um vagabundo. Uma piranha. Fez por ego e para recrutar para aquele moedor de carne que você chama de brigada. A gente sabe que você nunca foi em uma missão dentro da Ucrânia, toda sua equipe morreu e você nunca foi numa missão; isso não vai ficar impune. A gente vai correr atrás até resolver’.”

O perfil do 2º batalhão Falcon, ao qual Arisson pertence, confirmou a hospitalização e afirmou que acompanha o caso, prestando apoio ao militar e cobrando providências.

“A Falcon 159 também reafirma seu compromisso com a justiça e informa que acompanhará o caso de perto, adotando e cobrando o cumprimento de todas as medidas legais cabíveis em relação aos responsáveis pelos fatos ocorridos.”