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Mirelle Pinheiro

Saiba quem é a foragida do 8/1 deportada dos EUA e presa em aeroporto

Cozinheira, natural de Santa Catarina, ela foi condenada pela Justiça brasileira a 17 anos de prisão

06/02/2026 16:30
Saiba quem é a foragida do 8/1 deportada dos EUA e presa em aeroporto
Saiba quem é a foragida do 8/1 deportada dos EUA e presa em aeroporto

A mulher presa pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerais, após ser deportada dos Estados Unidos, é Raquel de Souza Lopes, de 54 anos. Cozinheira, natural de Santa Catarina, ela foi condenada pela Justiça brasileira a 17 anos de prisão por envolvimento direto nos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Raquel responde por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público.

A condenação foi imposta ainda em 2023, quando ela passou a cumprir prisão domiciliar na cidade de Joinville (SC), monitorada por tornozeleira eletrônica.

Em março de 2024, mesmo com recursos pendentes, Raquel rompeu o equipamento de monitoramento e fugiu do país. O primeiro destino foi a Argentina. Diante da fuga, o Brasil emitiu mandado de prisão contra ela.

Com o início de operações das autoridades argentinas para localizar brasileiros procurados, Raquel deixou o país e iniciou uma rota clandestina pela América do Sul. Registros de imigração indicam que ela entrou no Peru em novembro daquele ano, seguiu para a Colômbia, depois México, e, em janeiro de 2025, cruzou ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos pelo Texas.

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Nos EUA, Raquel foi presa pela Polícia de Imigração e Alfândega (ICE) por entrada irregular.

Após mais de um ano presa em um centro de detenção no Texas, ela foi incluída em um voo de deportados para o Brasil. Ao desembarcar em Confins, foi imediatamente presa pela Polícia Federal em cumprimento ao mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, Raquel será encaminhada ao sistema prisional brasileiro para iniciar o cumprimento da pena de 17 anos de reclusão imposta pelos crimes ligados aos ataques contra as sedes dos Três Poderes.