
Mirelle PinheiroColunas

Saiba qual foi a reação de MC Ryan SP ao receber voz de prisão da PF
A coluna apurou que o funkeiro estava dormindo quando teve a casa, localizada em Maresias (SP), “invadida” pelas equipes policiais
atualizado
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A coluna apurou, com exclusividade, que Ryan Santana dos Santos, mais conhecido como MC Ryan SP (foto em destaque), dormia no momento em que as equipes da Polícia Federal (PF) chegaram no imóvel onde ele estava, em Maresias, no litoral paulista, para prendê-lo. A operação Narco fluxo foi deflagrada nesta quarta-feira (15/4).
Ao ser abordado, MC Ryan, que estava acompanhado de amigos, teria pedido para falar, momento em que questionou os policiais se estavam “atrás dele”. Quando recebeu voz de prisão, o funkeiro teria chorado e falado sobre a filha.
A prisão
Conforme as informações levantadas pela coluna, publicações nas redes sociais teriam facilitado a ação da polícia, que mudou a rota após verificar a localização em tempo real dos investigados.
Ao chegar à residência, as equipes encontraram a porta destrancada, enquanto os homens dormiam tranquilamente nos cômodos da casa. Eles foram abordados e levados para a sala do imóvel, onde foi verificado quem tinha mandado de prisão em aberto.
Além do funkeiro, outras três pessoas foram presas. Eles foram transferidos de Maresias para São Paulo (SP).
Esquema bilionário
A investigação que levou MC Ryan SP e Poze do Rodo à prisão mostrou que o esquema de lavagem de dinheiro sob apuração pela PF tinha ramificações internacionais.
A apuração policial constatou que o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações que extrapolavam o território nacional, com uso de transferências financeiras, intermediários e transações com criptoativos para ocultar a origem dos recursos.
A ação faz parte da Operação Narco fluxo, que mobilizou mais de 200 policiais federais em diversos estados e resultou no cumprimento de 39 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão.
A PF também identificou indícios de evasão de divisas, com movimentações que buscavam dificultar o rastreamento e dar aparência legal aos recursos.
A apuração aponta que o grupo operava com divisão de funções e uso de empresas para dissimular os valores.
Além das operações digitais, também houve registro de circulação de dinheiro em espécie.
Para os investigadores, o modelo adotado permitia movimentar grandes quantias com menor risco de detecção imediata.
Durante a ação, os agentes apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem aprofundar a investigação.























