
Mirelle PinheiroColunas

MC Poze do Rodo lidera Spotify após ser preso pela Polícia Federal
A Operação Narco fluxo mobilizou cerca de 200 policiais federais. Ao todo, foram cumpridos mandados em nove estados e no Distrito Federal
atualizado
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Após ser preso, na manhã desta quarta-feira (15/4), em uma megaoperação da Polícia Federal (PF) que investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro, o MC Poze do Rodo alcançou o topo dos artistas mais ouvidos do Brasil no Spotify.
A música “Famoso Ímã”, lançada em 2026 em parceria com MC Lele JP, MC Leozinho ZS e DJ Gordinho da VF, ocupa o primeiro lugar no ranking Top 50 Brasil da plataforma.
O outro alvo da operação, MC Ryan SP, também aparece entre os mais ouvidos do país. A faixa “Gauchinha”, em colaboração com outros artistas, figura no Top 10 do streaming.
Além das plataformas musicais, os nomes dos dois cantores registraram aumento nas buscas no Google após a operação.
A Operação Narco fluxo mobilizou cerca de 200 policiais federais. Ao todo, foram cumpridos mandados em nove estados e no Distrito Federal.
Segundo a PF, a organização criminosa investigada movimentou cerca de R$ 1,63 bilhão em menos de dois anos.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava a indústria musical e o entretenimento digital como fachada para lavagem de dinheiro.
A estrutura é considerada uma das mais sofisticadas já identificadas no país nesse tipo de crime. A investigação aponta que atividades ilegais, como tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais, eram associadas à imagem de artistas e influenciadores com grande alcance.
Para a Polícia Federal, o sucesso comercial dos artistas ajudava a dar aparência de legalidade às movimentações financeiras. “As métricas de engajamento funcionavam como um escudo”, indicam os investigadores.
Na prática, valores milionários circulavam com menor suspeita por estarem ligados a figuras públicas e ao alto volume financeiro típico do setor artístico.
A PF identificou diferentes estratégias para ocultar a origem do dinheiro:
• pulverização de valores por meio de ingressos e produtos digitais
• uso de criptoativos
• transporte de dinheiro em espécie
• transferências sucessivas entre contas
• utilização de “laranjas”, incluindo familiares e operadores logísticos
Os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.




















