Mirelle Pinheiro

RJ: vereador preso por suposta ligação com o Comando Vermelho é solto

Salvino de Oliveira Barbosa (PSD) havia sido preso na última quarta-feira (11/3). Ele foi solto na tarde desta sexta (13)

atualizado

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vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD)
1 de 1 vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD) - Foto: Arte/Metrópoles

O vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD), preso na última quarta-feira (11/3) por suposta ligação com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), foi solto na tarde desta sexta (13), após a Justiça concluir que as provas elencadas na investigação são são suficientes para a manutenção da prisão do político.

O desembargador Marcus Henrique Basílio, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), foi o responsável por autorizar a soltura após a defesa de Salvino entrar com um pedido de habeas corpus.

Após análise, o magistrado concluiu que os elementos apresentados até agora na investigação são insuficientes para justificar a manutenção da prisão do vereador.

“Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao indício do seu envolvimento naquela organização é bastante precário”, diz o texto.

O magistrado ressaltou, ainda, que a principal referência ao nome do vereador na investigação está em uma conversa, entre outras pessoas, registrada há mais de um ano.

“A conversa entre terceiros em que seu nome foi envolvido ocorreu há mais de um ano, o que, a princípio, não havendo notícia de outras conversas posteriores, também afasta o requisito da contemporaneidade”, escreveu o desembargador Marcus Basílio na decisão.

Em nota, a assessoria do vereador comemorou a soltura. “A decisão ressaltou que não havia elementos que justificassem a necessidade da prisão do vereador para o curso da investigação. Tampouco, o inquérito apresentado conseguiu indicar o envolvimento do parlamentar na organização criminosa.

Salvino afirmou que “o Poder Judiciário corrigiu uma injustiça”. “Eu disse que estava sendo vítima de uma briga política. E acredito que isso tenha ficado claro. Agora, não pensem aqueles que me agrediram que isso vai parar aqui. Eles também vão prestar contas à Justiça pelo que fizeram comigo. Mentiram, foram covardes, e vão responder pelos seus atos”, declarou ao deixar a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

Conforme noticiou a coluna, a PCERJ revelou, nesta sexta (13), que identificou, em trocas de mensagens entre Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, e Elder de Lima Landim, o Dom, então “síndico da Gardênia Azul”, referências diretas ao vereador Salvino de Oliveira Barbosa (PSD) e a outros alvos da operação Red Legacy, deflagrada na quarta-feira (11/3).

Para os investigadores, o conteúdo dos diálogos passou a ser considerado elemento relevante para o avanço das apurações.

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