Mirelle Pinheiro

RJ: CV usa “jacaré do tráfico” para torturar rivais e sumir com corpos

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o réptil aparece dentro de uma caixa d’água, em meio a suspostos restos mortais

atualizado

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Reprodução/Web
Jacaré do tráfico
1 de 1 Jacaré do tráfico - Foto: Reprodução/Web

Um vídeo macabro que circula nas redes sociais mostra um jacaré, dentro de uma caixa d’água, devorando o que seriam pedaços de um corpo humano. As imagens foram atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (CV), que estaria utilizando os animais para intensificar a tortura contra rivais e até mesmo na ocultação de cadáveres.

Essa não é a primeira vez que o réptil é apontado como um aliado da facção em seus ritos macabros. Em julho deste ano, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) apreendeu um filhote de jacaré na comunidade do Mandela, em Manguinhos, na zona norte do estado.

À época, os policiais afirmaram que o animal era mantido como “animal de estimação” por traficantes do CV. Quando foi encontrado, o bicho estava dentro de um imóvel na comunidade.

A ação que culminou na apreensão do réptil foi conduzida por agentes da 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Naquela operação, um suspeito morreu e outros três homens ficaram feridos por disparos de arma de fogo.

O vídeo do jacaré dentro do recipiente com água passou a circular nas redes sociais após a megaoperação deflagrada contra o Comando Vermelho (CV) na última terça-feira (28/10).

A coluna procurou a PCERJ para verificar se há alguma investigação em andamento sobre o uso de répteis na ocultação de cadáveres por parte da facção criminosa. Até a publicação desta matéria, a corporação ainda não havia se pronunciado.

Operação mais letal da história

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6 imagens
Megaoperação no Rio de Janeiro
Quatro policiais morreram
Faccionados do CV zombam da polícia após megaoperação no RJ
Policiais durante a ofensiva
Criminosos foram flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação
Quatro policiais morreram
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Quatro policiais morreram

Material cedido ao Metrópoles
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Quatro policiais morreram
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Quatro policiais morreram

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Faccionados do CV zombam da polícia após megaoperação no RJ
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Faccionados do CV zombam da polícia após megaoperação no RJ

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Policiais durante a ofensiva
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Policiais durante a ofensiva

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Criminosos foram flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação
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Criminosos foram flagrados com fuzis e “roupas de guerra” antes de megaoperação

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A megaoperação contra o CV foi classificada como a mais letal da história do Rio. Foram 117 suspeitos mortos, além de quatro policiais.

A reportagem verificou que, entre os mortos, estão pelo menos dois estupradores e homicidas  – acusados, inclusive, de estupro coletivo e da morte de policiais –, além de diversos traficantes.

O balanço total constatou que 62 mortos eram oriundos de outros estados.

Dos mortos, 59 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 97 apresentavam extenso histórico criminal. Segundo a Polícia Civil, 17 não ostentam histórico criminal, mas 12 apresentam indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.

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