
Mirelle PinheiroColunas

Megaoperação no Rio: Moraes e Castro se reúnem após ação contra o CV
O ministro e o governador do Rio estão juntos em uma audiência realizada nesta segunda (3/11), no Centro Integrado de Comando e Controle
atualizado
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Rio de Janeiro – Após determinar, nesse domingo (2/11), a preservação integral de todos os elementos materiais relacionados à megaoperação deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, contra o Comando Vermelho (CV), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se reúne, nesta segunda-feira (3/11), com o governador do Rio de Janeiro (RJ), Cláudio Castro (PL).
A conversa, para expor detalhes da megaoperação que deixou 121 mortos, sendo quatro policiais, ocorre no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Centro do Rio. O ministro e o governador chegaram, juntos, em um helicóptero, por volta das 10h50.
Entenda
A pedido do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), o encontro ocorre para que Castro explique ponto a ponto a operação.
A preservação desses elementos tem como objetivo permitir o exercício do controle e da fiscalização da atuação policial pelo Ministério Público, devendo ser assegurado à Defensoria Pública do RJ (DPU) o acesso às informações.
Ao determinar a preservação, Moraes atendeu a um pedido da DPU, feito na última quinta-feira (30).
ADPF das favelas
Atualmente, Mores é o relator temporário da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, ação conhecida também como ADPF das Favelas.
Ele foi escolhido na última terça (28) para tomar decisões urgentes envolvendo o processo. Isso porque o ministro Luís Roberto Barroso, que comandava a ação, se aposentou antecipadamente na penúltima semana de outubro.
A ADPF das Favelas foi protocolada em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Agenda
Além da reunião no CICC, o ministro do STF tem outros três encontros ao longo desta segunda-feira (3).
- 13h30 – presidente do Tribunal de Justiça do Estado do RJ (TJRJ), desembargador Ricardo Couto.
- 15h – procurador-geral de Justiça do Estado RJ (MPRJ), Antonio José Campos Moreira.
- 16h30 – defensor público-geral do Estado do RJ, Paulo Vinícius Cozzolino.
- 18h – prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).
Operação mais letal da história
A megaoperação contra o CV foi classificada como a mais letal da história do Rio. Foram 117 suspeitos mortos, além de quatro policiais.
A reportagem verificou que, entre os mortos, estão pelo menos dois estupradores e homicidas — acusados, inclusive, de estupro coletivo e da morte de policiais —, além de diversos traficantes.
O balanço total constatou que 62 mortos eram oriundos de outros estados.
- 19 do Pará.
- 12 da Bahia
- 9 do Amazonas
- 9 do Goiás
- 4 do Ceará
- 3 do Espírito Santo
- 2 da Paraíba
- 1 do Maranhão
- 1 do Mato Grosso
- 1 de São Paulo
- 1 do Distrito Federal
Dos mortos, 59 tinham mandados de prisão pendentes e pelo menos 97 apresentavam extenso histórico criminal. Segundo a Polícia Civil, 17 não ostentam histórico criminal, mas 12 desses apresentam indícios de participação no tráfico em suas redes sociais.












