Mirelle Pinheiro

Lista dos mortos na operação no RJ expõe chefes do CV de todo o Brasil

O objetivo declarado das autoridades era atingir o núcleo de comando do CV, reunido nos complexos da Penha e do Alemão

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Eduardo Anizelli/Folhapress
Corpos de homens que morreram durante confronto com a PolÌcia na ˙ltima terÁa-feira 28, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. OperaÁ„o policial nos complexos da Penha e Alem„o deixaram 64 mortos. Esse n˙mero È um recorde se mortos em operaÁıes policiais do estado do Rio de Janeiro
1 de 1 Corpos de homens que morreram durante confronto com a PolÌcia na ˙ltima terÁa-feira 28, no Complexo da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. OperaÁ„o policial nos complexos da Penha e Alem„o deixaram 64 mortos. Esse n˙mero È um recorde se mortos em operaÁıes policiais do estado do Rio de Janeiro - Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Rio de Janeiro — A ação das polícias Civil e Militar contra o Comando Vermelho (CV), na última terça-feira (28/10), mudou a história da segurança pública fluminense. A Operação Contenção deixou 121 mortos, sendo 117 classificados como criminosos e quatro agentes de segurança, segundo o balanço oficial. O número supera qualquer outra ação do gênero já realizada no estado.

O objetivo declarado das autoridades era atingir o núcleo de comando da facção, reunido nos complexos da Penha e do Alemão para deliberar ataques e punir rivais. O confronto durou quase 18 horas e mobilizou 2,5 mil policiais.

O perfil dos mortos

Até o último domingo (2/11), 115 nomes já haviam sido identificados. Um radiografia feita pela Polícia Civil mostra que:

  • 78 tinham histórico criminal relevante, com passagens por homicídio, tráfico e porte de armas de guerra;
  • 42 possuíam mandados de prisão em aberto;
  • 40 eram de outros estados, enviados ao Rio como reforço para o CV.

A maioria integrava quadrilhas especializadas em violência de confronto. Alguns tinham posições de liderança em facções regionais, entre eles:

  • Rodinha (Goiás) — liderança do CV em Itaberaí
  • Mazola (Bahia) — articulador do tráfico em Feira de Santana
  • Gringo (Amazonas) — comando no Norte, ligado à exportação de armamento
  • Fernando Henrique (Goiás) — condenado por homicídios

Esses criminosos eram foragidos e buscavam no Rio refúgio e ascensão dentro da facção.

“A operação comprovou o que alertamos há anos: o Rio virou QG nacional do Comando Vermelho”, disse o delegado Felipe Curi. “Marginais de outros estados vêm para cá receber treinamento e voltar para suas cidades levando tática de guerrilha.”

Jovens recrutados cedo

A lista também inclui adolescentes com histórico recente de atos infracionais. Há registros de jovens nascidos em 2006 e 2007, alguns sem condenações formais, mas apontados por investigações como integrantes do tráfico.

A polícia aponta que o recrutamento precoce em áreas dominadas pela facção segue sendo o motor do fortalecimento da organização.

O alvo que escapou

O principal nome da facção no Rio, Edgard Alves de Andrade, o Doca, não foi localizado. Ele é acusado de ordenar execuções brutais, como as mortes dos adolescentes de Belford Roxo.

“A hora dele vai chegar”, afirmou Curi. “Os moradores não suportam mais viver sob a mira desse sujeito.”

O que vem agora

A Polícia Civil prepara um dossiê completo sobre os mortos, com análise das conexões interestaduais do CV, considerado hoje o grupo criminoso mais disseminado do país, com presença em 25 estados e no DF.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?