Quem é o policial que perdeu cargo por "vender" celulares a detentos
A investigação comprovou que o policial penal cobrava R$ 2,5 mil para levar celulares para custodiados em um presídio no Mato Grosso (MT)

A coluna apurou que o policial penal que perdeu o cargo e foi condenado a 11 anos e seis meses de reclusão por vender celulares a custodiados de um presídio localizado em Tangará da Serra, no Mato Grosso (MT), é Josiel Alves da Silva Ferreira (foto em destaque).
Alvo da Operação Infiltrados, da Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), ele cobrava R$ 2,5 mil para levar celulares para presidiários.
A investigação, liderada pelo delegado Igor Sasaki, também identificou que o homem, enquanto policial, infiltrava drogas e outros produtos ilícitos no presídio.
Flagrado
No dia anterior à deflagração da operação, o policial penal estava sendo monitorado pela Polícia Civil e foi flagrado recebendo, de um indivíduo recém-egresso do sistema penitenciário e que fazia uso de tornozeleira eletrônica, uma sacola contendo aparelhos celulares embalados, carregadores de celular e fumo, que, segundo os investigadores, possivelmente seriam introduzidos no sistema penitenciário.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo relato anexado ao inquérito, as autoridades tomaram conhecimento da conduta do policial após a apreensão de um aparelho celular que estava em posse de um detento responsável por serviços de manutenção dentro da unidade prisional. O custodiado foi flagrado com o objeto durante fiscalização de rotina.
De acordo com o procedimento padrão, foi iniciada a apuração para identificar a origem do celular. Na ocasião, o preso afirmou ter adquirido o aparelho de um servidor da unidade, apontando o acusado Josiel como responsável pela venda.
Ainda conforme a testemunha, o detento relatou que o valor pago pelo celular teria sido, aproximadamente, de R$ 2 mil, por meio de transferência via PIX, possivelmente realizada com o auxílio de um familiar.
A condenação
Diante dos fatos, Josiel foi condenado à pena total de 11 anos e seis meses de reclusão, além de cinco meses e 18 dias de detenção. Ele também perdeu o cargo público e o direito ao porte de arma.
A coluna tenta localizar a defesa do ex-policial. O espaço segue aberto.










