
Mirelle PinheiroColunas

Policial que “vendia” celulares a detentos é condenado e perde o cargo
Além de infiltrar os dispositivos no presídio, o policial penal também contrabandeava drogas
atualizado
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A coluna apurou que o policial penal Josiel Alves da Silva Ferreira, alvo da Operação Infiltrados, da Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), deflagrada em julho de 2025, foi condenado pela Justiça e perdeu o cargo público. A investigação comprovou que ele cobrava R$ 2,5 mil para levar celulares para presidiários.
A investigação que culminou na operação, liderada pelo delegado Igor Sasaki, verificou que, além dos dispositivos eletrônicos, Josiel infiltrava drogas e outros produtos ilícitos, infringindo seus deveres funcionais.
No dia anterior à deflagração da operação, o policial penal estava sendo monitorado pela Polícia Civil e foi flagrado recebendo, de um indivíduo recém-egresso do sistema penitenciário e que fazia uso de tornozeleira eletrônica, uma sacola contendo aparelhos celulares embalados, carregadores de celular e fumo, que, segundo os investigadores, possivelmente seriam introduzidos no sistema penitenciário.
Segundo relato anexado ao inquérito, as autoridades tomaram conhecimento da conduta do policial após a apreensão de um aparelho celular que estava em posse de um detento responsável por serviços de manutenção dentro da unidade prisional. O custodiado foi flagrado com o objeto durante fiscalização de rotina.
De acordo com o procedimento padrão, foi iniciada a apuração para identificar a origem do celular. Na ocasião, o preso afirmou ter adquirido o aparelho de um servidor da unidade, apontando o acusado Josiel como responsável pela venda.
Ainda conforme a testemunha, o detento relatou que o valor pago pelo celular teria sido, aproximadamente, de R$ 2 mil, por meio de transferência via PIX, possivelmente realizada com o auxílio de um familiar.
A condenação
Diante dos fatos, Josiel foi condenado à pena total de 11 anos e seis meses de reclusão, além de cinco meses e 18 dias de detenção. Ele também perdeu o cargo público e o direito ao porte de arma.
A coluna tenta localizar a defesa do ex-policial. O espaço segue aberto.




