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Mirelle Pinheiro

Policial penal cobrava R$ 2,5 mil para entregar celulares a detentos

Além de infiltrar os dispositivos eletrônicos no ambiente carcerário, o agente público também contrabandeava drogas

20/07/2025 14:29, atualizado 20/07/2025 14:41
Material cedido ao Metrópoles
Policial penal cobrava R$ 2,5 mil para entregar celulares a detentos

A Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT) deflagrou, na sexta-feira (18/7), a operação “Infiltrados” para cumprir quatro ordens judiciais contra um policial penal investigado por se valer do seu cargo público para levar drogas e aparelhos celulares para dentro da Cadeia Pública de Tangará da Serra, município localizado a 241 km de Cuiabá (MT).

A investigação comprovou que o agente público cobrava R$ 2,5 mil por cada celular que levava para dentro do presídio.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de afastamento do cargo público, suspensão do porte de armas, busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico.

No dia anterior à deflagração da operação, o policial penal estava sendo monitorado pela Polícia Civil e foi flagrado recebendo, de um indivíduo recém-egresso do sistema penitenciário e que fazia uso de tornozeleira eletrônica, uma sacola contendo aparelhos celulares embalados, carregadores de celular e fumo, que possivelmente seriam introduzidos no sistema penitenciário.

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Responsável pela investigação,o delegado Igor Sasaki afirmou que o policial penal responderá pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação de entrada de aparelho celular em estabelecimento prisional.

A operação foi realizada com o apoio da Polícia Penal do Estado de Mato Grosso, que participou e colaborou com toda a investigação.

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Segundo relato anexado no inquérito, as autoridades tomaram conhecimento da conduta do policial após a apreensão de um aparelho celular que estava em posse de um detento
 Ele também perdeu o cargo público e o direito ao porte de arma
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Ele também perdeu o cargo público e o direito ao porte de arma

Divulgação/PCMT
Segundo relato anexado no inquérito, as autoridades tomaram conhecimento da conduta do policial após a apreensão de um aparelho celular que estava em posse de um detento
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Segundo relato anexado no inquérito, as autoridades tomaram conhecimento da conduta do policial após a apreensão de um aparelho celular que estava em posse de um detento

Divulgação/PCMT