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Mirelle Pinheiro

Aliança entre CV e ADA: bandidos ostentam armas de guerra e ouro no RJ.

Criminosos extorquem comerciantes e controlam serviços básicos como gás, água e internet, mantendo moradores sob ameaça constante.

10/04/2026 08:25, atualizado 10/04/2026 16:07
Reprodução
Aliança entre CV e ADA: bandidos ostentam armas de guerra e ouro no RJ

Durante operação realizada na manhã desta sexta-feira (10/4), policiais civis e militares encontraram uma estufa de maconha em área dominada pela facção Amigo dos Amigos (ADA), na comunidade do Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio.

A plantação foi destruída e queimada no local. Mas o que mais chamou atenção da investigação foi o nível de armamento e ostentação dos criminosos, que circulavam com fuzis, granadas e equipamentos de comunicação.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), integrantes do grupo costumavam registrar fotos portando armamento pesado, incluindo fuzis do tipo AR-15, além de radiotransmissores usados na comunicação do tráfico.

As imagens também mostram criminosos com granadas e acessórios típicos de guerra.

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Além disso, os traficantes ostentavam colares de ouro com símbolos da facção, usados como forma de identificação e status dentro do grupo.

Aliança entre facções

A ação faz parte da Operação Pseudo Cacique, coordenada pela 44ª DP (Inhaúma), com apoio da Core, Bope e unidades da Polícia Civil.

Após cerca de dez meses de investigação, foi identificado que integrantes da ADA se aliaram ao Comando Vermelho (CV), ampliando o domínio territorial na Zona Oeste.

A região do Jardim Novo é considerada estratégica por fazer ligação com áreas como a Taquara e a Cidade de Deus.

As investigações apontam que o grupo é responsável por roubos de veículos e cargas, além de impor uma rotina de terror à população.

Criminosos extorquem comerciantes e controlam serviços básicos como gás, água e internet, mantendo moradores sob ameaça constante.

Com base nas provas reunidas, a Justiça expediu mandados de prisão contra integrantes da organização, incluindo chefes do tráfico na região.

A operação segue em andamento e já prendeu seis pessoas, das 24 que são procuradas.