Mirelle Pinheiro

Quem é assessor acusado de agredir, estuprar e chantagear ex com sexo

O caso foi registrado na Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), nesse sábado (30/5)

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Redes Sociais
Jefferson Souza Oliveira
1 de 1 Jefferson Souza Oliveira - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O homem acusado pela ex-esposa por estupro, lesão corporal e ameaça, foi identificado como Jefferson Souza Oliveira (foto em destaque), de 38 anos. O caso foi divulgado pela coluna nesta terça-feira (2/6).

Segundo apuração da coluna, ele atuava como assessor parlamentar no gabinete do deputado federal Coronel Assis (PL-MT), desde junho de 2025.

No sábado (30), a ex-mulher de Jefferson denunciou à Polícia Militar do Mato Grosso (PMMT) ter sido vítima de agressões, ameaças e violência sexual.

Conforme o boletim de ocorrência obtido pela coluna, a vítima relatou que participava de uma confraternização em um condomínio com familiares, amigos e o ex-marido. Segundo o depoimento, após retornar de uma saída para comprar bebidas, ela foi até a residência do ex-companheiro para tratar de assuntos relacionados aos filhos.

A mulher afirmou que, durante uma discussão, o suspeito desferiu socos contra ela, além de enforcá-la e ameaçá-la de morte. Além disso, Jefferson teria tomado e quebrado os dois celulares da vítima.

Ela declarou ainda que, por não possuir a guarda dos filhos, o suspeito a constrange a manter relações sexuais contra sua vontade para permitir o contato com as crianças.

Além disso, a mulher relatou ter sido vítima de estupro cometido pelo suspeito em 2015, quando os dois ainda mantinham relacionamento conjugal. Na ocasião, ele a forçou a interromper uma gestação decorrente desse fato.

Exoneração do cargo

Após tomar conhecimento das acusações, Coronel Assis informou que determinou a exoneração imediata do servidor.

“Diante da gravidade dos fatos, determinei a exoneração sumária do servidor, por entender que a conduta a ele atribuída é incompatível com os valores, princípios e o respeito que norteiam minha atuação pública e as relações que mantenho com as pessoas com quem convivo e trabalho”, declarou o parlamentar em nota.

Em nota à coluna, o suspeito repudiou e negou veementemente as acusações e alegações divulgadas por sua ex-companheira, da qual está separado há aproximadamente 10 anos. “Esclarece que, na data mencionada, não houve qualquer conversa relacionada à guarda dos filhos. O que ocorreu foi uma discussão iniciada pela ex-companheira, motivada por questões de cunho pessoal e emocional, após ela presenciar o acusado conversando com outra pessoa.”

Ele também negou a alegação de que teria sido exigida qualquer forma de relação sexual como condição para o contato com os filhos. “Ao contrário, o acusado sempre incentivou e defendeu a manutenção dos vínculos maternos, inclusive em períodos em que havia impedimentos judiciais para a convivência. Há mais de quatro anos, o genitor exerce sozinho a criação dos filhos, sem receber qualquer auxílio financeiro ou pensão por parte da mãe. Ainda assim, sempre buscou contribuir para que ela permanecesse próxima das crianças, inclusive prestando apoio financeiro quando necessário.”

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