
Mirelle PinheiroColunas

Ex acusa assessor parlamentar de usar filhos para exigir sexo
Mulher de 34 anos relatou à polícia sofrer agressões, ameaças de morte e abuso sexual. O caso ocorreu nesse sábado (30/5), em Cuiabá (MT)
atualizado
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Um assessor parlamentar, identificado como Jefferson Souza Oliveira, foi denunciado pela ex-esposa, de 34 anos, por estupro, lesão corporal e ameaça. O caso ocorreu em Cuiabá (MT), neste sábado (30/5).
Segundo apuração, ele trabalha no gabinete do deputado federal Coronel Assis (PL-MT).
De acordo com o boletim de ocorrência obtido pela coluna, uma equipe da Companhia Moinho, do 3º Batalhão da PM, foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) para atender uma ocorrência de violência doméstica.
No local, a vítima relatou que participava de uma confraternização em um condomínio com familiares, amigos e o ex-marido. Segundo o depoimento, após retornar de uma saída para comprar bebidas, ela foi até a residência do ex-companheiro para tratar de assuntos relacionados aos filhos.
A mulher afirmou que, durante uma discussão, o suspeito desferiu socos contra ela, além de enforcá-la e ameaçá-la de morte. Ainda conforme o relato, Jefferson teria tomado e quebrado os dois celulares da vítima para impedir que ela acionasse a polícia. A sobrinha da mulher foi quem chamou a polícia.
A vítima declarou ainda que, por não possuir a guarda dos filhos, o suspeito a constrange a manter relações sexuais contra sua vontade para permitir o contato com as crianças.
Além disso, a mulher relatou ter sido vítima de estupro cometido pelo suspeito em 2015, quando os dois ainda mantinham relacionamento conjugal. Na ocasião, ele a forçou a interromper uma gestação decorrente desse fato.
O caso foi encaminhado à autoridade policial para investigação.
Em nota à coluna, o deputado informou que exonerou o assessor parlamentar após tomar conhecimento das acusações.
“Diante da gravidade dos fatos, determinei a exoneração sumária do servidor, por entender que a conduta a ele atribuída é incompatível com os valores, princípios e o respeito que norteiam minha atuação pública e as relações que mantenho com as pessoas com quem convivo e trabalho”, declarou.
Em nota à coluna, o suspeito repudiou e negou veementemente as acusações e alegações divulgadas por sua ex-companheira, da qual está separado há aproximadamente 10 anos. “Esclarece que, na data mencionada, não houve qualquer conversa relacionada à guarda dos filhos. O que ocorreu foi uma discussão iniciada pela ex-companheira, motivada por questões de cunho pessoal e emocional, após ela presenciar o acusado conversando com outra pessoa.”
Ele também negou a alegação de que teria sido exigida qualquer forma de relação sexual como condição para o contato com os filhos. “Ao contrário, o acusado sempre incentivou e defendeu a manutenção dos vínculos maternos, inclusive em períodos em que havia impedimentos judiciais para a convivência. Há mais de quatro anos, o genitor exerce sozinho a criação dos filhos, sem receber qualquer auxílio financeiro ou pensão por parte da mãe. Ainda assim, sempre buscou contribuir para que ela permanecesse próxima das crianças, inclusive prestando apoio financeiro quando necessário.”