Mirelle Pinheiro

Polícia apreende Porsche de R$ 1 milhão de “Vovozona” do CV

O homem é considerado um criminoso de alta periculosidade. Ele fugiu da prisão, em Várzea Grande (MT), em julho de 2023

atualizado

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Divulgação/ PCMT
vovozona
1 de 1 vovozona - Foto: Divulgação/ PCMT

Um Porsche Panamera de luxo, avaliado em R$ 1 milhão, foi apreendido, nessa terça-feira (10/3), pela Polícia Civil de Mato Grosso, em Campo Grande (MS). O veículo pertence a Gilmar Reis da Silva, conhecido como “Vovozona”. Ele é apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV) na região sul do estado. A apreensão é um desdobramento da Operação Imperium, deflagrada em 10 de fevereiro deste ano, que investiga lavagem de dinheiro e crimes conexos.

A apreensão ocorre a partir de investigações que resultaram na ação de fevereiro. Na ocasião, o foco era atingir o núcleo financeiro da facção criminosa, responsável pela movimentação e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

O veículo estava em nome da esposa de “Vovozona”, identificada pelas iniciais E.C.N. Ela é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da facção.

Durante a operação foram cumpridos diversos mandados judiciais, entre prisões, buscas e sequestro de bens, com foco em atingir a estrutura patrimonial utilizada para sustentar e fortalecer a atuação da organização criminosa.

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis, área de maior influência e atuação do faccionado, eram registradas com o nome falso de Gilmar e em nome de pessoas diretamente ligadas a ele. No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção.

“Vovozona”

Considerado criminoso de alta periculosidade e apontado como liderança da facção criminosa em Rondonópolis e região, o faccionado fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, no dia 14 de julho de 2023, quando ele e outro reeducando tiveram a saída autorizada da penitenciária, supostamente para realizar serviço extramuros e não retornaram à penitenciária.

Após a fuga, a investigação constatou que o foragido, sua esposa e pessoas sob sua influência direta faziam uso de diversos documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro oriundo do crime e adquirir bens móveis e imóveis, para uso pessoal e demonstração de riqueza.

A operação

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

A Polícia Civil de MT destacou que a operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.

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