Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Polícia acha laboratório de drogas do PCC em ação que prendeu vereador

Apreensão ocorreu durante a Operação Última Parada, que apura esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresa de ônibus em São Paulo

25/06/2026 10:12, atualizado 25/06/2026 10:19
Compartilhar notícia
Material cedido ao Metrópoles
Polícia acha laboratório de drogas do PCC em ação que prendeu vereador

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu quatro fuzis, drogas e uma máquina embaladora durante a Operação Última Parada, deflagrada nesta quinta-feira (25/6) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O armamento foi encontrado em um dos endereços alvos da ação conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Segundo apurou a coluna, dois suspeitos presos no local afirmaram aos investigadores que as armas e os entorpecentes pertenciam à facção criminosa. O material foi apreendido e será submetido à perícia.

Operação

Mais cedo, a operação resultou na prisão do vereador de São Paulo Senival Moura (PT), do presidente da concessionária de ônibus Transunião, Lourival de França Monário, além de outros investigados.

A operação apura a suposta infiltração do PCC na administração da empresa de transporte coletivo e o uso da estrutura para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.

Durante as buscas, investigadores também encontraram R$ 65 mil em espécie escondidos dentro de sacos de lixo em um dos imóveis.

Vídeos obtidos pela coluna mostram um dos alvos subindo uma escada doméstica para retirar o saco que estava escondido em cima de um móvel. A coluna apurou que ele é Devanil de Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”. O homem é apontado como operador e suporte do vereador.

As apurações tiveram início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, em 2020.

A partir da investigação do homicídio, policiais do Deic e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificaram indícios de que integrantes do PCC passaram a exercer influência direta sobre decisões estratégicas da concessionária.