
Mirelle PinheiroColunas

PF mira facção que usou gado para lavar R$ 200 milhões do tráfico
Durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (27/5), a Operação Rota do Fim para desarticular um grupo do Acre ligado a uma facção criminosa do Rio de Janeiro, que utilizava empresas da cadeia produtiva da carne para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Três pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Segundo a PF, as investigações começaram após um flagrante realizado em 2022, na cidade de Poconé (MT), quando foram apreendidos 469 quilos de cocaína e 160 gramas de maconha. Foi identificado, então, a existência de uma organização criminosa sediada no Acre e com atuação em diferentes etapas da cadeia da pecuária bovina.
O esquema incluía empresas fornecedoras de insumos, processamento, distribuição e comercialização de produtos e subprodutos bovinos, além de participação em leilões de gado.
Além disso, o grupo movimentou cerca de R$ 200 milhões em recursos de origem ilegal durante o período.
Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Rondônia, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Mato Grosso. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco.
A Justiça também determinou o bloqueio de imóveis, veículos, valores em contas bancárias e rebanhos bovinos ligados aos suspeitos.
Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e outros crimes que possam ser identificados no decorrer das investigações.
A ação contou com apoio da Receita Federal e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Acre (Gaeco/MPAC). Ao todo, participaram da operação 145 policiais federais e 10 auditores fiscais da Receita.