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Mirelle Pinheiro

PF investiga tentativa de levar recém-nascida para a Espanha

Operação Anjos da Guarda foi deflagrada em Búzios (RJ) após investigada tentar levar recém-nascida para a Espanha

20/05/2026 21:15, atualizado 20/05/2026 21:29
Divulgação/PF
PF investiga tentativa de levar recém-nascida para a Espanha

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (20/5), a Operação Anjos da Guarda para investigar suposta tentativa de tráfico internacional de pessoas envolvendo uma recém-nascida que seria levada para Madri, na Espanha, sem a companhia dos pais.

A ação foi realizada por policiais da Delegacia da Polícia Federal em Macaé, que cumpriram um mandado de busca e apreensão em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O alvo da operação foi a mãe da criança e a mulher responsável pela bebê e que pretendia viajar com ela para o exterior.

Segundo a PF, a mulher investigada está proibida de deixar o país por determinação judicial. Durante a operação, celulares, documentos da recém-nascida e uma autorização de viagem internacional foram apreendidos. O documento continha reconhecimento de firma em nome da mãe autorizando que a investigada e o marido dela levassem a criança até a Espanha.

As investigações começaram após policiais federais que atuam no posto da PF em Cabo Frio identificarem irregularidades durante um atendimento para emissão de passaporte da bebê, que havia nascido há apenas 20 dias.

De acordo com a corporação, chamou atenção o fato de ter sido apresentada autorização para que a criança viajasse desacompanhada dos genitores.

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Os policiais também encontraram divergências em documentos e verificaram que a mãe biológica não possuía passaporte válido nem havia solicitado emissão do documento para si, apesar de ter providenciado o passaporte da filha.

Além disso, levantou suspeitas o comportamento da mulher que acompanhava a mãe durante o atendimento. Segundo a PF, ela demonstrava ser a principal responsável pelos cuidados da bebê, mesmo sem possuir vínculo familiar com a criança.

As apurações apontam que a investigada já estaria com a guarda de fato da recém-nascida desde a alta hospitalar, sem qualquer procedimento formal de adoção ou guarda legal.

As diligências contaram ainda com apoio da 1ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios e do Conselho Tutelar, que resgatou a recém-nascida e a encaminhou para uma casa de acolhimento.