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Mirelle Pinheiro

PF investiga agentes públicos e empresários por fraude em merendas

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1)

20/05/2026 08:21, atualizado 20/05/2026 08:38
Reprodução/PF
Operação Sem Refino Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (20/5), a Operação Limos para investigar esquema suspeito de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de merenda escolar no município de São Raimundo Nonato, no Piauí.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, São Raimundo Nonato e Picos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Segundo as investigações, agentes públicos, empresários e agentes políticos teriam atuado em conjunto para fraudar processos licitatórios destinados ao fornecimento de alimentação escolar no município.

A apuração aponta que os certames eram direcionados por meio da inclusão de cláusulas restritivas indevidas nos editais, o que limitava a concorrência e favorecia uma empresa específica.

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A Polícia Federal também identificou indícios de atuação coordenada entre empresas participantes das licitações.

De acordo com os investigadores, o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.

As apurações ainda indicam que parte dos recursos desviados foi movimentada por terceiros para ocultar a origem do dinheiro e viabilizar pagamentos ilícitos a agentes públicos.

Os alvos da Operação Limos poderão responder pelos crimes de peculato, frustração do caráter competitivo da licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais.

A PF informou que as diligências policiais continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise financeira do esquema.