Mirelle Pinheiro

PF investiga rede de apoio à fuga de mulheres suspeitas de tortura

O caso que deu origem à operação envolve uma mulher boliviana que, segundo a investigação, foi atraída ao Brasil por meio de falsa promessa

atualizado

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Reprodução/PF
Foto genérica de agente da Polícia Federal
1 de 1 Foto genérica de agente da Polícia Federal - Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal (PF) avançou nas investigações da Operação Bisturi e cumpriu, nesta terça-feira (27/1), novos mandados de busca e apreensão em Rondônia para apurar a possível rede de apoio à fuga de duas mulheres investigadas por crimes graves praticados contra uma cidadã boliviana.

As diligências ocorreram em Guajará-Mirim e Porto Velho, por determinação da 1ª Vara de Garantias da capital.

O foco desta nova fase é identificar pessoas que possam ter prestado auxílio material ou logístico às investigadas, além de apurar indícios de obstrução da atividade policial e tentativa de ocultação de provas.

A Operação Bisturi teve início em 14 de janeiro, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e tentou executar prisões preventivas contra três mulheres suspeitas de envolvimento em um episódio de tortura, sequestro e cárcere privado.

Na ocasião, duas das investigadas não foram encontradas, o que levantou a suspeita de que estariam tentando escapar da ação policial.

Com o avanço das apurações, surgiram indícios de que as suspeitas teriam deixado a região e buscado refúgio fora do país, possivelmente em território boliviano. A partir dessas informações, a PF passou a investigar quem teria colaborado para a fuga.

O caso que deu origem à operação envolve uma mulher boliviana que, segundo a investigação, foi atraída ao Brasil por meio de falsas promessas.

Já em território brasileiro, ela teria sido dopada e levada a um local isolado, onde foi mantida sob restrição de liberdade e submetida a agressões físicas e psicológicas, tudo isso na presença do filho menor.

Durante diligências anteriores, os agentes localizaram um imóvel apontado como possível local de cativeiro.

No endereço, foram recolhidos vestígios compatíveis com o relato da vítima, como mechas de cabelo e objetos que podem ter sido usados nas agressões. O material segue sob análise pericial.

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