
Mirelle PinheiroColunas

Cão Orelha: polícia investiga vídeo de adolescentes afogando Caramelo. Veja vídeo
Além dos maus-tratos contra Orelha, os adolescentes também são investigados por, supostamente, jogar um cão no mar
atualizado
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A coluna apurou, com exclusividade, que os quatro adolescentes investigados por agredir brutalmente o cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), podem ter sido gravados tentando afogar um segundo cão no mar. A reportagem confirmou que as imagens que circulam nas redes sociais viraram objeto de apuração da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).
O delegado Ulisses Gabriel informou que há dois casos de maus-tratos: o do Orelha, em que foi usado um instrumento contundente, e o do cão Caramelo, que foi jogado no mar.
“No caso Caramelo há vídeo, no caso do Orelha não há vídeo, mas testemunhas e outros elementos de prova”, afirmou a autoridade policial.
Agora, os investigadores apuram se um caso estaria relacionado ao outro e se os crimes foram cometidos pelos mesmos adolescentes.
Cão Orelha
Em 16 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) tomou conhecimento do caso. Moradores da região relataram que o cachorro estava desaparecido e, dias depois, foi encontrado por um de seus cuidadores ferido e agonizando.
O animal não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia.
Caso seja confirmada a participação dos adolescentes, eles responderão por ato infracional, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
As medidas socioeducativas variam desde advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida e, em situações excepcionais, internação.
Orelha vivia há anos na Praia Brava e era cuidado informalmente por moradores da região.










