
Mirelle PinheiroColunas

PF fecha “fábrica de antepassados” que vendia cidadania italiana
Segundo a PF, o grupo promovia migração irregular de brasileiros à Europa, com uso de documentos falsos para simular parentesco italiano
atualizado
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A Polícia Federal (PF) desmontou uma associação criminosa voltada à promoção da migração irregular de brasileiros para a Europa, por meio da fabricação e do uso de documentos cartorários falsos para simular parentesco italiano.
A ação, deflagrada na última quarta-feira (27/5), é um desdobramento de uma operação realizada em 2021, quando foram colhidos indícios de que o incêndio no cartório de Itapemirim, no Espírito Santo (ES), em 2022, poderia ter sido criminoso, com o objetivo de destruir provas.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos municípios capixabas de Itapemirim e Marataízes, além do Rio de Janeiro (RJ) e de Goiânia (GO).
Além disso, dezenas de medidas cautelares diversas foram executadas, como retenção de passaportes, restrições para deixar o país, indisponibilidade de valores e sequestro de bens móveis e imóveis.
Os celulares dos investigados também foram apreendidos e passarão por perícia, assim como documentos relacionados ao objeto da investigação.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, promoção de migração ilegal, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva, sem prejuízo de outros delitos que possam ser apurados no curso das investigações.