
Mirelle PinheiroColunas

PF apura uso de bitcoins por servidor que enviou drogas aos EUA
Livros como “Bitcoin Red Pill”, “Salve sua família, estude bitcoin” e outras obras sobre o assunto foram achados pela PF durante a operação
atualizado
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Durante a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (31/3), para apurar um esquema de tráfico internacional de drogas e medicamentos controlados no Oeste de Santa Catarina (SC), investigadores encontraram materiais que apontam a possibilidade de um servidor público, identificado como José Gabriel, ter utilizado bitcoins para ocultar os valores obtidos de forma ilícita.
De acordo com a polícia, o servidor, que atua como farmacêutico, e a esposa dele, que auxiliava na logística dos envios, seriam os principais responsáveis pelo esquema.
O casal utilizava uma plataforma de vendas online para comercializar ilegalmente os produtos.
Livros como “Bitcoin Red Pill”, “Salve sua família, estude bitcoin” e outras obras sobre o assunto foram encontrados durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em três endereços, nas cidades de Capinzal e Ouro.
Celulares, documentos e medicamentos também foram apreendidos. Um dos investigados foi preso em flagrante.
O esquema
Segundo a investigação, o grupo enviava ilegalmente substâncias como opioides, benzodiazepínicos e até cocaína para diferentes países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Austrália e República Tcheca.
As apurações começaram após um alerta internacional emitido por um projeto ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), que identificou ao menos 15 encomendas suspeitas interceptadas no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos.
Todas as remessas tinham origem no estado de Santa Catarina.
Mais de 900 envios
Ao aprofundar as investigações, a PF identificou que o esquema operava há anos. Foram mapeados mais de 900 envios postais ligados ao grupo, destinados tanto ao exterior quanto a diferentes regiões do Brasil.
Os suspeitos poderão responder por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.
A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance total do esquema


