
Mirelle PinheiroColunas

PCC: defesa de Marcola se pronuncia após novo mandado de prisão
Preso desde 1999, Willians Herbas Camacho foi alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo na manhã desta quinta-feira (21\5)
atualizado
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A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola (foto em destaque), se pronunciou, nesta quinta-feira (21\5), após a operação Vérnix, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e pela Polícia Civil de São Paulo.
Em nota, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, apontado como “01 do PCC”, destacou que o cumprimento de medidas cautelares “não implica, em nenhuma hipótese, presunção de culpabilidade” e reforçou que o caso ainda está na fase de inquérito policial.
A defesa destacou que o cumprimento de medidas cautelares “não implica, em nenhuma hipótese, presunção de culpabilidade” e reforçou que o caso ainda está na fase de inquérito policial.
“As investigações se apoiam exclusivamente em indícios e suspeitas, expressões que possuem peso probatório limitado e precisam ser submetidas ao contraditório antes de qualquer conclusão”, afirmou o advogado.
Bruno Ferullo também declarou que as acusações atribuídas a Marcola envolvem, em tese, suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais relacionadas a movimentações financeiras de terceiros e a um vínculo indireto com a empresa de transportes investigada.
“Solicitamos à imprensa e à sociedade que garantam a presunção de inocência, direito fundamental do ordenamento jurídico brasileiro, abstendo-se de conclusões precipitadas que possam prejudicar o andamento do processo e a imagem dos envolvidos antes de qualquer pronunciamento judicial definitivo”, finalizou a defesa.
A operação
Conforme noticiou o Metrópoles, a Operação Vérnix foi desencadeada a partir de uma investigação que começou em 2019. À época, policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
Os recados revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e possíveis ataques contra agentes públicos.
A investigação levou a uma transportadora em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro.
A descoberta deu origem à segunda fase da operação, batizada de Lado a Lado. Essa etapa revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC.
Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular e analisaram trocas de mensagens de pessoas ligadas à facção. O conteúdo revelou indícios de repasses financeiros à Deolane Bezerra e apontou vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
A ação, que cumpriu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, também mirou Marcola, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.







