Mirelle Pinheiro

PCC: Marcola é alvo de novo mandado de prisão por lavagem de dinheiro

Ao todo, os bloqueios financeiros da operação ultrapassam R$ 357 milhões. Também foram apreendidos 39 veículos avaliados em R$ 8 milhões

atualizado

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1 de 1 marcola - Foto: Arte/Metrópoles

Mesmo preso na Penitenciária Federal de Brasília, Marco Willians Herbas Camacho (foto em destaque), o Marcola, voltou a ser alvo da Justiça durante a Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira (21/5) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil.

Apontado como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcola teve um novo mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da investigação que também levou à prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra.

A operação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa. Segundo os investigadores, a estrutura utilizava empresas, contas de terceiros e transportadoras para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos ao PCC.

Além de Marcola, também foram alvos o irmão dele, Alejandro Camacho, e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Os investigadores apontam que familiares do criminoso teriam participação na movimentação financeira investigada.

Segundo o Ministério Público, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, era usada no esquema para dar aparência legal ao dinheiro movimentado pelo grupo criminoso.

Outro alvo preso foi Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela investigação como operador financeiro da organização. Mensagens interceptadas indicariam que ele orientava transferências e distribuição de valores entre contas ligadas ao esquema.

Deolane Bezerra foi presa em Alphaville, na Grande São Paulo. A influenciadora passou a ser investigada após análises financeiras apontarem depósitos considerados suspeitos em contas vinculadas a ela entre 2018 e 2021.

Segundo a apuração, dezenas de transferências fracionadas foram feitas para contas ligadas à advogada. Parte dos valores teria sido enviada por pessoas suspeitas de atuarem como “laranjas” para ocultar a origem do dinheiro.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões ligados a Deolane. Ao todo, os bloqueios financeiros da operação ultrapassam R$ 357 milhões. Também foram apreendidos 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.

As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Segundo os investigadores, o material revelou detalhes da estrutura financeira do PCC e deu origem a novos inquéritos sobre ocultação patrimonial da facção.

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