Operação mira pastores suspeitos de dar golpe no Mercado Livre.
Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (9/6), a Operação Chargeback para desarticular organização criminosa suspeita de aplicar golpes que causaram prejuízo superior a R$ 263 mil ao ecossistema Mercado Livre e Mercado Pago. Entre os alvos da ação, está um casal de pastores. Os policiais chegaram a fazer buscas em uma igreja. Quatro pessoas foram presas até o momento, incluindo um pastor.
A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos (3ª Dicciber), vinculada à Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Ao todo, a Justiça autorizou oito prisões temporárias e 15 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul.
Fraude
Segundo a investigação, o grupo explorava mecanismo conhecido no mercado financeiro como “chargeback”, procedimento utilizado para contestar compras realizadas com cartão de crédito.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA fraude começava com a geração de links de pagamento por integrantes da organização. Esses links eram enviados para comparsas, geralmente pessoas próximas ao grupo, que realizavam os pagamentos.
Após a compensação, os valores eram rapidamente pulverizados para contas de terceiros, dificultando o rastreamento do dinheiro.
Na etapa seguinte, os próprios compradores contestavam a transação na operadora do cartão de crédito, alegando irregularidade na cobrança. Com isso, recebiam o estorno dos valores. Como o dinheiro já havia sido retirado do sistema e transferido para outras contas, a plataforma ficava com o prejuízo financeiro.
De acordo com a investigação, somente em dezembro de 2024 foram identificadas 27 operações fraudulentas – que causaram prejuízo confirmado de R$ 263.512,82. Os investigadores acreditam, porém, que a movimentação real do grupo pode ser significativamente maior.
Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato eletrônico e outros delitos que eventualmente forem identificados ao longo das apurações.





