
Mirelle PinheiroColunas

Operação da PF caça rede global da cocaína e bloqueia R$ 631 milhões
A ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, considerada uma das principais investigações recentes da PF contra o tráfico
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (3/6), a Operação Narco Sky, nova fase de uma investigação que mira uma organização criminosa suspeita de transportar grandes carregamentos de cocaína do Brasil para países da Europa e da África.
A ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, considerada uma das principais investigações recentes da PF contra o tráfico internacional de drogas por rotas marítimas.
Cerca de 30 policiais federais cumprem 10 mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP).
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram uma estrutura criminosa complexa voltada ao envio de entorpecentes para o exterior utilizando embarcações e rotas marítimas internacionais.
R$ 631 milhões bloqueados
Além das prisões e buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de investigados até o limite de R$ 631,8 milhões.
Os investigadores apuram não apenas o transporte da droga, mas também os mecanismos utilizados para ocultar e movimentar os lucros obtidos com o narcotráfico internacional.
Interpol
A decisão judicial também autorizou a inclusão de investigados na Difusão Vermelha da Interpol.
A medida foi adotada porque parte dos suspeitos é formada por estrangeiros considerados foragidos e procurados por forças policiais de outros países por suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
A Difusão Vermelha é um dos principais instrumentos de cooperação policial internacional e permite a localização e eventual prisão de alvos em diferentes países.
Rotas internacionais
De acordo com a PF, o grupo utilizava rotas marítimas para transportar carregamentos de drogas produzidos ou embarcados no Brasil com destino a países da Europa e da África.
A investigação contou com apoio de mecanismos de cooperação jurídica internacional, o que permitiu o compartilhamento de informações com autoridades estrangeiras e o aprofundamento das apurações sobre a atuação transnacional da organização.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.