
Mirelle PinheiroColunas

PF mira grupo que movimentou R$ 70 milhões com tráfico de cocaína. Veja vídeo
Segundo a PF, grupo sediado em Uberlândia adquiriu bens de luxo e foi ligado à apreensão de 2,9 toneladas de cocaína
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2/6), a Operação Mens Occulta para desarticular organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões em recursos sem origem comprovada ao longo dos últimos cinco anos.
A ação ocorre simultaneamente em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.
De acordo com a PF, a organização criminosa estava sediada em Uberlândia (MG) e utilizava a região de Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia, como ponto estratégico para o abastecimento da droga.
Ao longo da apuração, iniciada há vários anos, a Polícia Federal lavrou 11 autos de prisão em flagrante relacionados ao grupo e apreendeu aproximadamente 2,9 toneladas de cocaína.
Nesta fase da operação, cerca de 230 policiais federais cumprem 25 mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Uberlândia e são executadas em 10 municípios.
Cavalos, ranchos e embarcações
Segundo a investigação, os recursos obtidos com o tráfico eram lavados por meio de empresas de fachada utilizadas para aquisição de patrimônio de alto valor.
Os investigadores identificaram a compra de ranchos, apartamentos, embarcações, veículos de luxo e até cavalos de raça.
Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
A PF afirma que a estrutura criminosa utilizava pessoas e empresas para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Líder atuava nos bastidores
De acordo com a investigação, o principal líder da organização já possui antecedentes por tráfico de drogas e adotava estratégia para evitar exposição.
Segundo os investigadores, ele atuava nos bastidores da estrutura criminosa, evitando aparecer diretamente nas operações e mantendo distância das atividades executadas por subordinados.
O nome da operação, Mens Occulta, expressão em latim que significa “mente oculta”, faz referência justamente ao modo de atuação atribuído ao líder do grupo.
Rota da cocaína
As apurações indicam que a droga chegava à organização por meio da região de fronteira em Corumbá, um dos principais corredores utilizados para a entrada de cocaína produzida em países vizinhos.
A partir dali, o entorpecente era distribuído para outras regiões do país por meio da estrutura logística mantida pela organização criminosa.
Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.