Mirelle Pinheiro

Mala com R$ 1,6 milhão leva PF a ampliar investigação sobre corrupção

A ação da PF é realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF)

atualizado

metropoles.com

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Mala com R$ 1,6 milhão leva PF a ampliar investigação sobre corrupção
1 de 1 Mala com R$ 1,6 milhão leva PF a ampliar investigação sobre corrupção - Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (2/6), a segunda fase da Operação Conectados para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e direcionamento de contratos públicos em municípios do Piauí.

A ação é realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina e Oeiras, por determinação da Justiça Federal.

A nova fase da operação é resultado da análise do material apreendido na primeira etapa da investigação, deflagrada em 2024.

Na ocasião, os investigadores encontraram mais de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo em um endereço ligado a uma empresa de contabilidade que passou a ser alvo das apurações.

Segundo a Polícia Federal, a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e registros financeiros apreendidos revelou indícios de que o esquema investigado era mais amplo do que inicialmente se imaginava.

Saúde e educação

A investigação teve início após auditorias da CGU identificarem irregularidades em contratos firmados por uma empresa de informática com prefeituras piauienses.

Os contratos eram custeados com recursos federais destinados às áreas de saúde e educação.

De acordo com as apurações, integrantes do grupo utilizariam contratos de assessoria mantidos com administrações municipais para obter informações privilegiadas sobre futuras licitações.

A partir desse acesso, os investigados teriam condições de influenciar procedimentos administrativos e favorecer empresas ligadas à própria organização.

Estrutura criminosa

A Polícia Federal suspeita que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e mecanismos destinados a ocultar os verdadeiros beneficiários dos contratos públicos.

Nesta nova etapa, os investigadores buscam esclarecer a função de cada integrante, rastrear a movimentação financeira do esquema e verificar se as irregularidades continuaram ocorrendo após a primeira fase da operação.

Durante as buscas realizadas nesta terça-feira, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e valores em espécie cuja origem ainda será analisada.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes que eventualmente sejam identificados ao longo das investigações.

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