Murad cita “disparates” e diz que PF não tem viés político.
Nesta terça (8/9), o então diretor-executivo participou da abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para agentes da PF

O então diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad (foto em destaque), afirmou, nesta terça-feira (8/9), que a corporação tem atuação técnica, “imparcial e livre de qualquer viés político”, e tem sido alvo de “tentativas de descredibilização, com alegações dissociadas da realidade e outros disparates”.
A declaração foi feita na cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional (CFP) para agentes da PF, na Academia Nacional de Polícia (ANP), logo após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
“Hoje, temos uma PF que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com a Justiça e com a sociedade brasileira. É atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”, discursou.
Ele ainda afirmou que os integrantes da corporação têm o dever de defender a instituição de “ataques e tentativas de usurpação de função.”
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle Pinheiro“É essa absoluta certeza sobre os nossos valores que faz com que as tentativas para descredibilizar nosso trabalho, com alegações dissociadas da realidade e outros disparates, não tenham qualquer repercussão interna. Não tampouco apoio da sociedade ou repercussão na imprensa profissional. Nesse ponto, eu gostaria de destacar algo de fundamental importância.”
Em outro momento, Murad utilizou a expressão “tempestade” ao falar sobre o momento enfrentado pela PF.
Além de Andrei, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, e mandou a Corregedoria da PF abrir procedimentos criminais e administrativo-disciplinares para investigar a produção de relatórios de inteligência sobre autoridades.
O sucessor
Após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, Murad assumirá temporariamente o comando da Polícia Federal (PF). Ele ocupa o cargo de diretor-executivo da corporação desde janeiro de 2025.
Como mostrou a coluna, Murad esteve ao lado de Andrei nesta manhã, na Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, onde ocorreria a abertura do LXIII Curso de Formação Profissional para agentes da PF.
Andrei estava na Academia, mas não apareceu no auditório para a cerimônia. Murad, por sua vez, defendeu a instituição publicamente ao discursar no evento.
Maioria de ministros vota pelo afastamento
Conforme noticiou o Metrópoles, a Segunda Turma do STF formou maioria, ainda nesta terça (8), para manter a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral Andrei Rodrigues do cargo.
Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus entendimentos e acompanharam integralmente a decisão do relator. Antes da maioria, o decano Gilmar Mendes havia pedido vista (mais tempo de análise) no julgamento.
Com a interrupção de Gilmar, a análise do caso foi suspensa, mas o afastamento imediato continua em vigor. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar.


















