“Indignação e revolta”, avalia cúpula da PF sobre afastamento de Andrei
André Mendonça, ministro do STF, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral nesta terça-feira (8/9)

Após o anúncio de que André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a cúpula da corporação recebeu, nos bastidores, a medida com “indignação e revolta”.
Até a mais recente atualização desta matéria, Andrei não havia sido notificado sobre a medida do magistrado. Assim que receber formalmente a determinação, deixará o cargo, que será assumido por Willian Murad, diretor-executivo da PF.
Ao determinar o afastamento preventivo de Andrei, Mendonça também ordenou que o delegado federal Leandro Almada da Costa deixe temporariamente o cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.
Esta é a primeira vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) determina o afastamento de integrantes da cúpula da PF. A medida ocorre após o nome de Andrei surgir em troca de mensagens de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO afastamento
Mendonça determinou o afastamento preventivo nesta terça (8).
Ao determinar a medida, o ministro do STF afirmou que as medidas são necessárias para garantir que integrantes do Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria PF possam exercer suas atribuições “sem constrangimentos ilegais”.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, entre as 10h e as 23h59 desta terça (8/9), a decisão do ministro.
Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus votos e acompanharam integralmente a decisão de André. Antes da maioria, o decano Gilmar Mendes havia pedido vista no julgamento. Ainda falta o voto do ministro Dias Toffoli.


