Mirelle Pinheiro

MP denuncia pai por sequestrar, matar e ocultar corpo da filha

Crime teria sido cometido como forma de vingança, pois o homem havia sido condenado anteriormente pela Justiça por estuprar uma menina

atualizado

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Reprodução/Redes sociais
Isabela Miranda Borck
1 de 1 Isabela Miranda Borck - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu denúncia contra o pai da adolescente Isabela Miranda Borck (foto em destaque), de 17 anos. A acusação sustenta que o homem teria sequestrado, matado e ocultado o corpo da própria filha em um crime praticado no contexto de violência doméstica.

A denúncia, apresentada pela promotora de Justiça Micaela Cristina Villain, da 1ª Promotoria de Justiça de Itajaí, descreve que a adolescente teria sido retirada de casa contra a própria vontade na madrugada de 30 de novembro de 2025, data em que foi vista pela última vez.

Segundo o MPSC, o pai teria utilizado um dispositivo de eletrochoque para ameaçar e dominar a vítima antes de colocá-la em um veículo e levá-la a um local ermo na zona rural do município.

De acordo com a acusação, entre a madrugada de 30 de novembro e 1º de dezembro, o homem teria matado Isabela.

O MPSC sustenta que o crime teria sido cometido como forma de vingança, pois ele havia sido condenado anteriormente pela Justiça por estuprar uma menina.

Agravantes

A denúncia aponta ainda o emprego de meio cruel e de recursos que dificultaram a defesa da vítima, como a imobilização com abraçadeiras plásticas e o uso de fita adesiva.

Após o homicídio, o acusado teria transportado o corpo até um sítio de sua propriedade, no município de Caraá, onde teria ocultado o cadáver em uma valeta em área de mata fechada, cobrindo-o com lona e pedras. O corpo da adolescente foi encontrado em 16 de janeiro de 2026.

O MPSC enquadrou a conduta nos crimes de sequestro qualificado, feminicídio majorado e ocultação de cadáver, sob a égide da Lei Henry Borel. Na denúncia, o órgão requer o recebimento da acusação, a submissão do réu a julgamento pelo Tribunal do Júri e a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil em favor da família da vítima, a título de reparação pelos danos causados.

“Acompanhamos este caso desde o registro do desaparecimento da adolescente. Foi uma investigação dolorosa, que revelou uma sequência de violências extremamente graves dentro do próprio ambiente familiar. A denúncia apresentada pelo Ministério Público representa um passo essencial para a busca de justiça e para a proteção de meninas e mulheres em situação de violência”, destacou a promotora de Justiça.

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